
Ostentam tornozeleira
eletrônica nas canelas
ou estão trancafiados
atrás das grades, nas celas.
Falo de bolsonaristas
criminosos, terroristas,
de um janeiro que passou.
Se antes não delinquiam
é que no ovo viviam
da serpente que chocou.
Outrora adormecido,
à espera do Messias,
o mal eclodiu clonado,
em cada uma das crias.
Foi chocado na surdina,
na fé, no dogma, doutrina,
de mãos dadas com o Estado.
Mas a força cidadã
recobrou seu amanhã
e o mal fora derrotado.
Porém carece que nós
vigiemos nossos dias,
sem esquecer a vacina
contra os pseudomessias.
A vacina democrática
anula a malta lunática,
neutraliza sua sanha.
E assim nos fortalecemos,
e fortes, nos precavemos
de cada nova artimanha.
Martim Assueros
5/11/2023
Bacharel em Ciências Sociais, ambientalista e poeta.

Belo e certeiro poema, Assueros! Reivindica a imprescindível vigilância cidadã que alimenta e da vida ao estado democrático de direito. Educar é preciso, e você faz isto de uma maneira precisa e preciosa.