Por Ana Amelia Guimarães*
Certo dia fui convidada a entrar naquela sala de cinema.
Havia em torno de 300 cadeiras em couro azul escuro, as paredes em tom amarronzado, o tapete vermelho e lá no fundo a tela branca enorme.
Sozinha naquele recinto escolhi uma cadeira do meio da oitava fileira e fiquei a esperar pelo filme.
O que iria assistir?
Na sala de projeção, vários rolos de filme sobre a minha vida desde o dia em que nasci, compunham as prateleiras do lado esquerdo.
Do lado direito, vários rolos novos do que haveria de ser o resto dos meus dias.
Refleti, sai da sala, levantei os ombros, coloquei um sorriso no rosto, fiz um olhar de mistério, peguei um caminho diferente e segui dobrando a direita.
*meliaguima@gmail.com
Imagem: Internet
