Minotauro, de novo, em cena? Que se erga um Teseu mais resistente

Minotauro, de novo, em cena? Que se erga um Teseu mais resistente
Nos estudos de História, no Colégio
Em Pesqueira, rincão pernambucano
Lendo as lendas dos gregos e troianos
Sempre tinha qual belo prêmio régio
– Que soava pra mim um privilégio –
Desfiar o novelo de Ariane
Permitindo a Teseu que não se dane
Pelas curvas do vasto labirinto
No embate de morte, já pressinto
Contra o monstro se erga, deixe-o em pane
Nos porões de Cnossos, o gigante
Minotauro era o monstro truculento
Vidas jovens exige, em alimento
Sua sede de sangue era incessante
Com o seu plano assassino, ia adiante
Foi então que alguém apareceu:
Pra salvar a cidade vai Teseu
Enfrentar Minotauro, destemido
E a todos livrando do bandido.
Mas, parece que o monstro reviveu…
Tantos séculos depois, e… ei-lo ainda
Mais cruel Minotauro inclemente
Exigindo o martírio de mais gente.
Quando alguns já pensavam página finda
E julgavam impossível sua vinda…
Minotauro de hoje é o império
Capital é seu nome, é deletério
Nações, pobres, Planeta – tudo é alvo
De sua mira assassina, nada é salvo
Coletivo Teseu vence o mistério!
Trecho do vôo Florianópolis-São Paulo, 11/04/2003

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