Homofobia na UniRio

 

Seguranças abordam jovens namorados acompanhados por amigos devido demonstração homoafetiva na Instituição

 

LOGO_unirio

Dois jovens rapazes, namorados, foram abordados por seguranças de uma Instituição de Ensino Superior Federal no Estado do Rio de Janeiro no dia 29 de Setembro de 2009. Os jovens haviam saído de uma aula e estavam no pátio da instituição acompanhados por amigos. Os seguranças contratados para prestar serviços à instituição ao visualizarem as demonstrações homoafetivas do casal, se aproximaram e abordaram os jovens com palavras de reprovação e coação, afirmando apenas “fornecer um conselho” aos jovens.

 

Segundo o casal, os seguranças alegaram o recebimento de reclamações quanto à permanência de um casal homossexual na Universidade, o que segundo eles é duvidoso tendo em vista que todos os presentes são conhecidos pois convivem normalmente todos os dias. Os jovens em expressões homoafetivas não agrediam ofensivamente ou com carícias imorais aos outros estudantes ou frequentadores da Universidade.

 

 Ainda indignados, os seguranças afirmaram que “isso nunca havia acontecido na UniRio” e que “vai acabar”, em tom de ameaça. O fato foi levado ao Diretor do Campus onde foi solicitado pelos jovens um esclarecimento quanto ao posicionamento expressado pelos seguranças da Universidade. Segundo o Diretor, os jovens não cometeram nenhum ato ilegal e informou que a Universidade, através de seus seguranças, reprime o que é contrário à Lei em suas dependências, sem garantir, expressamente, que não seriam alvo novamente de atitudes homofóbicas por parte dos profissionais que integram a Instituição.

 

 Os jovens também levaram o fato ao conhecimento da Reitoria, narrando o ocorrido através de e-mail e uma cópia deste também foi encaminha a lista do Yahoo!Groups. O e-mail do jovem aluno sequer foi respondido ou os mesmos procurados pela Instituição para um posicionamento oficial quanto ao fato.

 

 Os Seguranças da Instituição feriram as diretrizes da Lei Nº 3.406 de 15 de Maio de 2000, de Autoria de Carlos Minc, sancionada pelo então Governador Anthony Garotinho, publicada em 25 de Maio de 2000 que prevê penalidades aos estabelecimentos públicos do Estado do Rio de Janeiro em casos de discriminação em virtude de orientação sexual em atos de coação ou violência, constrangimentos entre outros.

 

O casal de jovens infelizmente estão temorosos em prosseguir com a denúncia, pois temem represália por parte da Instituição e de seus funcionários.

18 comentários sobre “Homofobia na UniRio”

  1. Isso é um absurdo! Sei quem são os meninos e não há nada de mau em demonstrações de carinho. Enquanto casais heterossexuais praticamente copulam nos corredores e arredores da faculdade, nada é feito! Aonde vamos parar?

  2. Isso aconteceu comigo e com minha namorada na universidade em que estudamos, a Universidade Católica de Brasília, um segurança me viu abraçada com minha namorada e usou termos como “parem de chupar a lingua uma da outra”, sendo que nós só estavamos abraçadas, e depois disso ameaçou nos expulsar na universidade pois estavamos ofendendo a instituição com o ato… Mandei uma carta para a ouvidoria e para a reitoria da universidade que se recusaram a responder da mesma maneira que fizeram com os garotos… Fui obrigada a recorrer a secretaria de segurança apresentar os fatos e levar colegas meus que tinham assistido pra provar o que tinha acontecido pois ninguém acreditava na gente… Fomos discriminadas na Universidade e a reitoria sequer respondeu à nossa reclamação… Odeio o fato de todos os outros se agarrarem pela faculdade e se eu ao menos abraçar minha namorada sou ofendida na frente de todos os meus colegas!

  3. Temos que ter respeito pelas pessoas mas nao concordo em ficar assistindo “casais” se agarrando com o apoio de leis que apoiam o homossexualismo, para mim isso nao é normal. E tambem acho um absurdo temos que presenciar tudo sem falar nada por que agora tudo é crime contra homossexuais e por tudo somos processados!

  4. Isso pq a PL 122 ainda não está em vigor, se isso acontecer os “homofóbicos” (isso é né esse termo é extremamente pejorativo, classifica heterossexuais que não concordam com esse tipo de conduta como doentes colocando os homossexuais na normalidade) iram pegar de 2 a 5 anos de cadeia.

  5. Concordo com o Juninho e com a Sheilla, não somos obrigados a assistir isso! Não sou a favor do homossexualismo, mas nem por isso odeio os homossexuais, não sou melhor q eles, mas nem por isso devo ser obrigada a apoiá-los…

  6. As pessoas não são obrigadas a aceitar o homossexualismo, mas devem respeitar a opção sexual do seu semelhante.Pelo fato narrado não vi nenhum tipo de comportamento imoral por parte dos meninos. Assim como muitas pessoas dizem não ser obrigadas a assistir as homoafetividades na UNIRIO, o recado fica também para os casais heterossexuais da UNIRIO que ficam se “pegando” pelos corredores e salas de aula.

  7. Vcs são despresíveis. Aidna se julgam donos da moralidade? São homofóbicos, preconceituosos e retrogodos. Não é normal? Não são obrigados a ver? Nos somos obrigados a ver e aturar tantas coisas imorais e patéticas, então não venham com essa falsa moralidade, vocês não tem moral para falar. Ainda mencionam respeito? Vocês de certo são do tipo que deveriam ser processados SIM, só pela mente que tem.

  8. Normalmente o preconceito é causado pela ignorância, isto é, o não conhecimento do outro que é diferente. O preconceito leva à discriminação, à marginalização e à violência. Homossexualidade não é crime, não é doença e não é contagiosa. O preconceito sim, é contagioso e destrói.Não podemos deixar um espaço como a universidade agir desta forma isso é contra lei e ñ favoravel à um espaço do saber.

  9. “O casal de jovens infelizmente estão temorosos em prosseguir com a denúncia, pois temem represália por parte da Instituição e de seus funcionários.”
    .
    Tem que denunciar. Só assim a situação vai melhorar, para eles e para os 15 milhões de gays e lésbicas do Brasil!

  10. Matéria vaga e mal escrita. Poderiam citar em qual campus isso aconteceu e qual diretor foi procurado.

    Acho estranho o posicionamento do texto pois na UNIRIO existem vários casais homossexuais, não só de estudantes, e a meu ver eles sempre foram respeitados. Caso alguns funcionários tercerizados tenham tomado essa atitude, a administração central deve apurar os fatos e posso tranquilizá-los que não haverá nenhum tipo de represália a quem realizar a denúncia.

    Sou funcionário da instituição e deixo meu email a disposição para contato e me prontifico a ajudá-los caso queiram apurar de fato o ocorrido.

  11. Acho estranho tudo isso, pois na unirio realmente existem muitos casais homossexuais. Provavelmente se trata de um fato isolado, de alguns homofóbicos, tenho certeza que a inclinação da instituição é contrária a isso, irei mencionar o fato no próximo consepe que tiver, e pedireim para que se redija uma orientação aos seguranças de não se coibir demonstrações de afeto Homoafetivas no campus da faculdade. Nesse caso, Homossexuais devem ser tratado como os heteros. Não pode-se praticar sexo, em público. Porém, se eles quiserem se beijar, se eles quiserem dar as mãos, ou fazer carinho, não deve haver porque coibi-los…

  12. Como discente da Unirio sinto-me envergonhado por isso ter ocorrido em minha Universidade. Se é que realmente aconteceu, a notícia está muito vaga, e não corresponde a visão que sempre tive dos seguranças e dos demais terceirizados; em diversos campus existem diversos casais homossexuais e sempre vi uma postura exemplar de ambas as partes. É necessário apurar todos os fatos e se tomar a providência necessária caso a notícia seja verdadeira e o fato tenha realmente ocorrido.

    É preciso lembrar que o direito do outro se inicia onde o seu termina e vice versa, não interessando raça, credo, opção sexual ou religião.

  13. Apesar de estar envolvido com o movimento social, especialmente com o LGBT e ter coordenado três edições da Semana da Diversidade Sexual da UFRJ, ainda me surpreendo com o teor do ódio e intolerância de alguns. A homofobia é uma realidade brasileira. O Rio de Janeiro é um dos estados campeões de práticas homofóbicas, inclusive ( e isso já foi capa da Revista Megazine d’O Globo) nos campi universitários. Muito me entristece ver comentários desse nível em pleno século XXI. Vejo que ainda há muito o que fazer nesta área…

  14. As pessoas envolvidas já foram expostas demais, vocês não acham?
    Os nomes dos envolvidos foram mandados a quem possa resolver o caso. Espero de coração que a UNIRIO seja capaz resolver tudo isso.
    Dou total apoio às vitimas desse absurdo para que corram atrás dos seus direitos até as ultimas consequencias.
    Sou heterosexual e nunca fui discriminada por estar com meu namorado. Ainda assim, me revolta ver esse tipo de discriminacao. E revolta ainda mais ver pessoas dizendo “nao sou obrigado a ver isso”. Não quer ver? Não saia de casa. Opção sexual é algo totalmente pessoal e ninguém deve interferir nisso. Se você se incomoda, talvez deva repensar a sua. Ler esse tipo de coisa nos dias de hoje… É lamentável.

  15. Parece que existe uma enorme confusão na discussão dos “direitos” dos homossexuais. Os homossexuais taxam de preconceituosos todos os que não concordam, aderem ou festejam a condição gay. Taxam de homofóbicos todos so que não se sentem a vontade diante da manifestação da sua sexualidade.
    Vejamos então o que é preconceito e o que é conceito.
    Por conceito, a sociedade reprocha o comportamento que considera negativo, destrutivo, anormal, em todas as suas nuances, desde a simples falta de educação até comportamentos destrutivos que prejudicam os outros.
    Como exemplo: todos se sentem no direito de rejeitar alguém que palita os dentes em público, e ninguém chama isso de preconceito.
    A sociedade em geral desaprova a manifestação da sexualidade de forma anormal, negativa ou pervertida, e quem tem práticas pervertidas não se arvoram de fazê-lo, escondem suas perversões ou procuram tratamento médico para saná-las, e assim a sociedade vive em paz.
    Qualquer um acharia o cúmulo do absurdo um casal de sadomasoquistas frequentar a escola usando seus apetrechos de perversão, e vez por outra dar pequenas acoitadas de leve um no outro como forma de carinho.
    Mas ninguém acha estranho que homossexuais exibam sua escolha (ou compulsão) pela perversão em público, e nós o público temos que aplaudir.
    Se o homossexualismo é uma opção sexual, também o seriam o sadomasoquismo, a pedolilia e outras distorções sexuais, e a sociedade tem o direito de rejeitar o indivíduo que faz esta escolha.
    Se é uma doença, compulsão o qual queira, tem a sociedade o direito de tratar como uma anomalia, criar grupos de ajuda a tratamento, e afastar da sociedade os que se vangloriam do problema.

  16. Galera, o direito do homossexual de expressar seu amor pelo outro, é um direito natural, eles presencial toda nossa forma de afeto(heterossexual), mesmo não sendo sua opção, aconteçe que perdemos a noção das coisas, esse direito não é cedido por nós tipo(até aí aceitamos) é um direito natural do cidadão, isso se chama tolerância e a companheira jully, sheila e juninho… precisam aprender a respeitar e tolerar as diferenças, abrir a cabeça mesmo! por que ou o direito de beijos e amassos para todos ou a privação para todos também, tornar direito para uns é a tipica discriminação… conviver e respeitar as diferenças é uma lição que no seculo 21 todos deveriamos ter aprendido.

Deixe uma resposta