Centramento e foco no amor

Temos tentado manter desde o início desta revista, um espírito construtivo.

Apoiando e promovendo a defesa tanto dos Direitos Humanos, quanto distintas formas de realização da vida humana em plenitude.

Isto significa estimular nas pessoas o desenvolvimento do seu potencial resiliente, o espírito comunitário, que nos leva a privilegiar o que une ao invés do que nos separa e opõe.

Acreditamos que desta maneira estamos colaborando com a preservação e saúde do tecido social, tão seriamente danificado por vários fatores.

Um deles, o discurso do ódio, tão amplamente difundido pelas chamadas “redes sociais”.

Um outro, não menos importante e estreitamente conectado com o anterior, a difusão de atitudes negativas com relação a outros seres humanos, não importa quem sejam.

Um terceiro, a difusão de atitudes negativas com relação à história, à memória, os valores superiores.

Este quadro perverso e adverso está sendo um desafio para pessoas que, como nós, valorizamos os pequenos esforços cotidianos, o dar as mãos, a construção coletiva.

A vida é uma prova contínua. Não somos um movimento de massas nem acreditamos em transformações que dispensem a tomada de decisões e responsabilidades claras e firmes no interior de cada ser humano.

A pandemia, o confinamento, o golpe de estado de 2016 e a instalação do regime autoritário em 2018, têm potenciado a capacidade resiliente de muitas pessoas e comunidades.

A construção de vínculos solidários positivos, a promoção do senso de pertencimento, o acolhimento, a escuta com o coração, a fala desde o coração, são outros tantos recursos positivos que tivemos que desenterrar e reavivar.

Temos plena consciência da brevidade do tempo. Daí a nossa teimosa insistência numa esperança ativa que volte o nosso olhar, nosso sentimento e a nossa ação, para aquilo que não morre. O amor. A fé em nós mesmos e nós mesmas.

A certeza de que não estamos sós, mas que fazemos parte, com tudo que nos rodeia, de uma amorosidade infinita que nos aguarda no fim do caminho, que não é fim, mas recomeço.

A vida bela é uma obra de arte. É a obra de arte por excelência. É um esforço cotidiano centrado e focado no amor, que nos vai dando a pauta do que fazer, por onde ir, o que dizer ou não dizer.

Os anos passam, os dias passam, passam as horas. Uma hora passaremos nós também. Que tenhamos deixado um rastro de amor e consequência.

Só se vive uma vez. A vida não é descartável. É perene. Renova-se constantemente, com tanta mais força quanto maiores os desafios a enfrentar.

Partilhe conosco as suas experiências! Vamos reforçar esta corrente solidária!

 

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