
Comitê traça estratégia focada no combate à abstenção, no diálogo com humildade e nos riscos de um eventual governo Flávio Bolsonaro.
247 – A campanha do presidente Lula (PT) divulgou nesta quarta-feira (7) um documento com orientações direcionadas a lideranças, militantes e ativistas para a mobilização no segundo turno da eleição presidencial. A estratégia busca promover uma onda de engajamento da base social progressista e do movimento lulista, priorizando a atuação nas periferias urbanas e no interior do país para garantir a virada eleitoral. No domingo (4), no primeiro turno das eleições, Lula obteve 45,16% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou 47,03%.
A diretriz estabelece três eixos centrais de atuação para plenárias, atos de rua, dias de mobilização e ações de conversão de votos. O primeiro foco está voltado aos 33 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno, além de parcelas dos 9 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos. O texto reforça a importância de informar a população que quem se absteve na primeira votação está plenamente apto a votar no segundo turno, orientando a militância a não gastar tempo e energia com eleitores bolsonaristas consolidados.
O segundo ponto orienta o diálogo com “humildade” e demonstração de compreensão em relação ao recado das urnas e ao sentimento de mudança manifestado pela sociedade. A campanha pontua que a população deseja preservar as conquistas dos governos Lula, mas também busca transformações. Diante disso, os militantes devem provocar a reflexão sobre quem é mais capaz de liderar melhorias na vida do povo: alguém que já promoveu avanços sociais no passado ou quem, quando esteve no poder, retirou direitos e fez o país retroceder.
A terceira diretriz busca expor o que representaria um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O documento elenca alertas sobre os riscos da candidatura adversária, sustentando que uma vitória de Flávio resultaria no congelamento de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), na privatização da Petrobras com consequente aumento no preço dos combustíveis, na manutenção da jornada de trabalho na escala 6×1 com perda de direitos trabalhistas, na submissão do Brasil ao presidente norte-americano Donald Trump – com transferência de riquezas aos Estados Unidos -, na falta de respeito às mulheres e no avanço de pautas de retrocesso facilitadas por uma maioria no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).
