Torço para que Rafael Braga e outros com a mesma condição tenham seus casos resolvidos. Torço também para que um dia o Estado trate todos com igualdade.
Fabio Nogueira
Não quero entender a cabeça do Bolsonaro, quero entender a cabeça daqueles que acreditam nos pensamentos dele, que é ódio puro.
Quem um dia bateu panela pedindo moralidade na política e apoio ao golpe de película, deve estar com a consciência pesada nesse momento. Quem aderiu ao golpe e ao desmonte, tem parcela de culpa desse processo de desconstrução do bem estar social brasileiro.
Aceito numa boa a cultura policrômica. Só não aceito os aproveitadores que sequer nos chamam para cortar o bolo da igualdade.
Em geral estamos banalizando a violência de tal forma que encaramos esses fatos como normais. A indignação é momentânea, depois passa a ser mais um número para a segurança calcular quantas pessoas morrem a cada cem mil habitantes.
O golpe de 64 não deve ser comemorado como a vitória da democracia. Pensávamos que a ferida estivesse fechada, mas foi um erro pensarmos assim. O golpe voltou e derrubou uma chefe de governo eleita democraticamente. Só nos resta tirarmos várias lições para que outros golpes não caiam sobre nós.
Governo que não leva sério a História cometerá um crime contra a memória brasileira. Um país sem História é um país sem memória .
Como se não bastasse a educação brasileira ser excludente, na qual o aluno não se vê inserido no contexto histórico, o governo golpista dá mais um passo ao retrocesso social ampliando o fosso educacional existente no país.
A depressão ainda é vista para algumas pessoas, que não sentem na pele algo parecido, como frescura, falta de caráter ou sem coragem. Para aqueles que pensam assim, não desejo a vocês passarem pela mesma experiência

