
Consola-nos perceber, pelas notícias mais recentes, o maior empenho, sobretudo da parte dos jovens na mobilização em busca de reverter no segundo turno, o resultado do primeiro. Não temos outra saída. Diante da gravíssima ameaça de barbárie que pesa sobre nós – imensa maioria do povo brasileiro -, temos mesmo é que reforçar o processo de mobilização, nas diversas regiões do País. Cobrem – nos de esperança as mobilizações populares, animadas sobretudo pelos jovens, de Norte a Sul do País, a exemplo do que se deu, ontem, em são Paulo, reunindo em torno de 1 milhão de pessoas, enquanto hoje estão previstas outras manifestações populares, como a do Rio de Janeiro. É a hora da virada, que deve prosseguir até a vitória eleitoral, em 25 de Outubro. Nesse sentido, são diversos os caminhos e iniciativas a serem tomados, desde a intensificação do uso das redes digitais, passando pelos movimentos de rua, pela intensificação de visitas ou contatos com familiares, com colegas, com pessoas e grupos do nosso entorno e até pessoas desconhecidas… São múltiplas as vias e possibilidades de nossa atuação, nestas últimas semanas.
Nestas breves linhas, tratamos de insistir no potencial revolucionário do exercício da memória histórica. Um povo que ignora ou menospreza sua história e sua memória, está condenado a reproduzir e inclusive seus erros mais graves. E o que pode suceder a um enorme número de concidadãos e concidadãs – especialmente os mais jovens, caso cometamos o despropósito de olvidar a tragédia tenebrosa da Ditadura Empresarial Militar (tanto a do Brasil quanto a de outros países latinos americanos). Resulta significativo constatar a expansão da onda fascista, inclusive na América Latina. Nós já sabemos onde isto tem levado. Basta examinar oque vem acontecendo na Argentina de Milei. O gigantesco empobrecimento da população, promovido por Milei, não por acaso homenageado pelo Bolsonarismo…
Eis porque nos últimos meses, decidimos revisitar uma dezenas de filmes acerca dos horrores cometidos pelos agentes da Ditadura contra milhares de brasileiros e brasileiras, por meio de uma extensa diversidade de crimes: abolição da constituição vigente fechamento ou controle ditatorial do Congresso, controle do judiciário, cassações e prisões arbitrárias de governadores de parlamentares, de estudantes, de lideranças sindicais, de professores, estabelecimento da tortura de presos politicos (a tortura de presos pobres infelizmente sempre foi, e continua sendo uma constante em nosso País). Em busca de incentivar um tal exercício da memória histórica convém mencionar, como sugestão, pelo menos alguns títulos de alguns acerca deste tempo tenebroso, que somos todos instados a evitar. Mencionamos, sem ordem cronológica, apenas alguns como ilustração:
“Cabra marcado pra morrer”;
“O dia que durou 21 anos”;
“Pra frente, Brasil”;
“Que é isso companheiro?”;
“Batismo de sangue”;
“Marighella”;
“Lamarca”;
Zuzu Angel”;
“Em busca de Iara”
“Ainda estou aqui”…
Como prometido, cuidamos, mais uma vez convidá – las, convidá – los, especialmente neste dia 12 de Outubro, festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, a carta profética escrita por Dom Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra – BA.
João Pessoa, 12 de Outubro de 2026
Eis a íntegra da carta mensagem de Dom Cappio.
“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez” (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).
Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao “Prêmio Nobel da Paz”. O outro não o conhecemos.
Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.
PAZ E BEM!
