A greve docente no Brasil: um passo a mais

O conflito dos docentes universitários brasileiros com um governo irredutível, que não negocia, está nos obrigando a abrir os olhos, como sempre ocorre com as lutas.

Do lado de lá, um bloco do poder, homogêneo, até onde podemos ver, voltado para os seus próprios interesses corporativos e de classe.

Do lado dos educadores e das educadoras em greve, algo muito sublime, sagrado poderíamos dizer: a construção de cidadãos e de cidadãs. Uma tarefa das mais nobres.

Não se pode esperar que o capital e o estado se interessem pelos seres humanos, a não ser para lhes extrair mais valia, para os explorar, para os despojar, ou tentar despojar, da sua humanidade.

Mas não avançaríamos muito, por não dizer nada ou quase nada, se ficássemos apenas na condena moral de um sistema sem alma.

É necessário que se recupere, como classe trabalhadora, a visão e os horizontes de atuação a que estamos fadados, quais sejam, os da unidade das trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo.

É necessário que nos voltemos para o s nossos pares dos outros paises da América Latina e da Europa, pelo menos. Fortalecer uma unidade supra-nacional.

Não é só dinheiro, não é só salário, nem só plano de carreira. É isso, sim, que são direitos inalienáveis dos trablhadores e trabalhadoras, mas é mais, muito mias: é lutar para preservar um espaço publico de construção de humanidade, construção de cidadania.

Esse espaço é nosso, é das pessoas de bem, dos que ainda e sempre, continuaremos trabalhando para que a pessoa humana seja valorizada além do lucro, além do monetário.

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