Este livro é um grito – de dor, de guerra, de liberdade. Em nome de todas as mulheres que não se enquadram, mas também de todos os seres que fogem de estereótipos, Virginie Despentes expõe…
Feminismo
Do suplício das cristãs-novas à seletividade racial do feminicídio: as engrenagens coloniais e patriarcais que perpetuam a subalternidade feminina no Brasil.
A genealogia do feminicídio remonta à inversão de mitos ancestrais que transformaram a autonomia e a sacralidade da mulher em justificativas teológicas para a dominação masculina.
Da biologia à ontologia, a ciência desmente o mito de Adão: o princípio feminino é anterior e fundamental, e o masculino, uma diferenciação tardia — ambos, porém, chamados à comunhão no amor.
Nós líamos As estruturas elementares da violência quando, o que chamaremos de “janeiro sangrento”, manchou de vermelho rubro não só o território brasileiro, mas também essa folha de papel.
A caracterização da criminalização da misoginia como “antinatural” aprofunda essa lógica ao inscrevê-la em uma gramática moral neoconservadora.
Em meio aos novos riscos de ascenso da ultradireita, e à falta de um projeto de transformações, pensadora feminista indaga: não terá se esgotado o paradigma que se opunha ao capitalismo sem questionar a estrutura falocêntrica de seu projeto de dominação?
“Bancada Cristã” avança no Congresso enquanto partidos progressistas esquecem movimentos sociais e cortejam lideranças religiosas. Resistência cresce, mas espaço cívico está ameaçado. Feministas alertam: sem Estado laico, não há democracia real. OutrasPalavras – Direita Assanhada /…
Confundir marginalidade com discernimento torna os movimentos vulneráveis à imitação reacionária. Um engajamento renovado com a análise estrutural da exploração de Karl Marx pode oferecer ao feminismo uma saída para o impasse da teoria do…









