A estigmatização midiática do PT e o medo da proletarização convertem setores médios em sócios simbólicos das elites e em base psicossocial do antipetismo.
Bolsonarismo
Projeto de poder familista e capilar, o neobolsonarismo transforma fé, valores tradicionais e antissistema em hegemonia digital e ameaça chegar ao Executivo federal.
O aspecto mais preocupante do bolsonarismo é sua intolerância à divergência. O líder não pode ser questionado. Suas contradições são justificadas, seus erros são transformados em virtudes e seus adversários são tratados como inimigos a serem destruídos.
O combate efetivo ao medo cotidiano e à corrosão democrática exige responsabilizar diretamente o crime organizado, o Congresso e a elite financeira pela perpetuação estrutural da desigualdade e da violência.
A informação sobre corrupção pode produzir punição eleitoral, mas esse efeito depende de quem recebe a informação, de quem é acusado, das alternativas disponíveis e das predisposições anteriores do eleitor.
Nem alienado nem dividido: o eleitor periférico opera em superposição deliberada — lulismo para garantir comida no prato, bolsonarismo para atacar o Estado que asfixia sua sobrevivência.
Posicionamento firme da entidade diante de ataques e da manipulação religiosa reafirma seu compromisso histórico com a verdade e a justiça social.
O fato de Flávio Bolsonaro empatar com Lula nas pesquisas não é reflexo de uma suposta “direitização” da sociedade brasileira. As causas desse cenário são bem mais complexas do que supor que metade do eleitorado abraçou o bolsonarismo.
Em 2007 foi protocolado o Projeto de Lei 2.623/2007, que propunha alterar a Lei nº 6.802/1980 para substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, de autoria do então deputado Victório Galli Filho, depois assessor especial de Jair Bolsonaro em 2019 e apoiador de Flávio Bolsonaro nestas eleições.









