Ameaçado pelo alto custo dos insumos sintéticos e pelas intempéries extremas, o agronegócio precisa incorporar a transição ecológica e os bioinsumos para evitar o próprio colapso.
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A crise climática escancara-se em todo o mundo. Um sistema que sonha com a expansão e o lucro infinitos converteu em desastre a energia abundante.
Fora dos holofotes, maior superfície alagável do mundo vive seca severa. Incêndios criminosos do agro espalham-se. Vegetação dá lugar a pastos. Há risco do bioma desaparecer em 50 anos.
Documento cobra das instituições financeiras corte de crédito a quem usa fogo criminoso; além de maior apoio aos povos e comunidades para prevenção dos territórios.
Enquanto as oscilações do El Niño são temporárias, a destruição contínua gerada pelo agronegócio impõe um colapso hídrico e climático de longa duração.
Incertezas sobre o Estreito de Ormuz elevam preço dos fertilizantes e evocam fantasma da escassez. Mais terras são desviadas para produção de combustíveis. Sistema alimentar hegemônico, que despreza a agroecologia e idolatra a “lei dos mercados”, expõe sua fragilidade dramática.
Com a insegurança alimentar em foco, vozes do campo e da cidade reúnem-se em Brasília para debater a contradição brasileira.
Como camponeses se organizam, desde os anos 80, em torno de um Brasil sem venenos. As pontes criadas com a cidade e a Academia. A luta por políticas públicas.
Lutar pela diversidade, enfrentando o uso indiscriminado de ultraprocessados e antibióticos em animais, e a concentração produtiva, seria romântico?









