Fora dos holofotes, maior superfície alagável do mundo vive seca severa. Incêndios criminosos do agro espalham-se. Vegetação dá lugar a pastos. Há risco do bioma desaparecer em 50 anos.
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Documento cobra das instituições financeiras corte de crédito a quem usa fogo criminoso; além de maior apoio aos povos e comunidades para prevenção dos territórios.
Enquanto as oscilações do El Niño são temporárias, a destruição contínua gerada pelo agronegócio impõe um colapso hídrico e climático de longa duração.
Incertezas sobre o Estreito de Ormuz elevam preço dos fertilizantes e evocam fantasma da escassez. Mais terras são desviadas para produção de combustíveis. Sistema alimentar hegemônico, que despreza a agroecologia e idolatra a “lei dos mercados”, expõe sua fragilidade dramática.
Com a insegurança alimentar em foco, vozes do campo e da cidade reúnem-se em Brasília para debater a contradição brasileira.
Como camponeses se organizam, desde os anos 80, em torno de um Brasil sem venenos. As pontes criadas com a cidade e a Academia. A luta por políticas públicas.
Lutar pela diversidade, enfrentando o uso indiscriminado de ultraprocessados e antibióticos em animais, e a concentração produtiva, seria romântico?
Estima-se que um quarto das espécies de seres vivos já conhecidas por nós esteja no solo. É o dobro das que habitam os oceanos.
O coração hídrico do Brasil pulsa na Amazônia, e seus principais vasos – rios como o Tapajós, o Madeira e o Tocantins – estão no centro de um embate que redefine fronteiras entre desenvolvimento, soberania e sobrevivência.
Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaçava transformar esses cursos d’água em meras hidrovias de eficiência logística, através de um processo duplo: a concessão à iniciativa privada (uma forma de privatização da gestão dos rios) e a dragagem intensiva para garantir o escoamento de grãos. Esta equação, vendida como progresso, ignorava o custo social e ambiental astronômico, e revelava os contornos de uma política que beneficiaria uma elite econômica em detrimento de povos tradicionais e do patrimônio natural do país.









