Teatro Adamastor recebe 2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental

Teatro do OprimidoAcontece nos dias 14 e 15 de abril, no palco do Teatro Adamastor, em São Paulo, a 2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental – Encontros e Práticas em Guarulhos, quando multiplicadores da metodologia criada pelo teatrólogo Augusto Boal se reúnem para discutir seus saberes e práticas realizadas na cidade desde 2006. Nestes dias serão apresentadas peças teatrais com atuação de grupos de Guarulhos, ao final de cada apresentação alguns dos espectadores presentes serão convidados a subir no palco e, trocando de lugar com o protagonista, mostrar alternativas aos problemas encenados. Nas peças os atores encenam episódios da vida real de pessoas e suas relações de conflito com a sociedade.
“O espectador (ou espect-ator) da sessão de Teatro-Fórum não é um consumidor do bem cultural, mas sim um ativo interlocutor que é convidado a assumir o papel do oprimido ou de seus aliados para interagir na ação dramática de maneira a apresentar alternativas para transformar a realidade – ser ator de sua própria vida”, diz a psicóloga Yara Toscano, curinga do Centro de Teatro do Oprimido.
Durante a Mostra acontece ainda: o lançamento do livro póstumo do teatrólogo e ensaísta Augusto Boal, A Estética do Oprimido, considerado o testamento artístico do autor; exposição de produtos artísticos produzidos pelos grupos locais; palestras; exibição de um curta metragem; e a sessão solene simbólica de Teatro Legislativo a partir da cena Dança do Casamento.
“Na sessão de Teatro Legislativo, a platéia, além de fazer as intervenções substituindo o personagem oprimido, pode também sugerir propostas de Lei ou de ações concretas que tragam alternativas ao problema. Com o apoio de um assessor legislativo e um especialista no tema, serão selecionadas duas propostas para serem debatidas e votadas. As aprovadas serão encaminhadas ao Poder Legislativo ou às autoridades competentes. Através do Teatro Legislativo foram criadas 13 Leis Municipais na cidade do Rio de Janeiro, duas Leis Estaduais nesse estado e tramitam no Congresso Nacional dois Projetos de Lei”, afirma Yara.
A Mostra integra o Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental cujo objetivo é a capacitação e acompanhamento de profissionais da saúde de São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe, nas técnicas do Teatro do Oprimido, levando a transformações políticas e uma relação mais humana entre os pacientes, seus familiares e estes profissionais. O Projeto patrocinado pelo Ministério da Saúde, por intermédio da Coordenação Nacional de Saúde, é uma realização do Centro de Teatro do Oprimido em parceira com a Prefeitura de Guarulhos, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, e apoio da Pfizer.
“De atividades como esta surgiu na cidade de Guarulhos o Núcleo de Saúde e Cultura Augusto Boal, idealizado pelos profissionais da saúde para ser um espaço intersetorial que articule a produção artística dos usuários e dos profissionais da saúde do município, propondo ações conjuntas com a participação da comunidade”, informa o sociólogo Geo Britto, coordenador nacional do Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental.
Serviço:
2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental – Encontros e Práticas em Guarulhos
Local: Teatro Adamastor
Endereço: Av. Monteiro Lobato 734, Centro, Guarulhos
Informações: (11) 2443-2168
Capacidade de público: 700 pessoas
Dias 14 e 15 de abril
Horário: 14 às 18h
Classificação indicativa: LIVRE
Ingressos GRÁTIS
PROGRAMAÇÃO – 14 DE ABRIL
 
14:00h – Abertura com palavras do Dr. Carlos Derman, secretário de saúde do município, e do sociólogo Geo Britto, coordenador nacional do Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental; na sequência haverá exibição de vídeo sobre o Projeto.
14:30h – Abertura da exposição e lançamento do livro A Estética do Oprimido, com palestra de Geo Britto, sociólogo e curinga do Centro de Teatro do Oprimido, a respeito da aplicação desta técnica no projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental
15:00h – Apresentação do espetáculo “Dança do Casamento” com o Grupo Mulheres em Ação, seguido de Teatro Legislativo. Sinopse: A peça conta a história real de uma mulher que sofre violência doméstica e quando resolve se separar do marido e procura ajuda legal, encontra um sistema despreparado. Sobre o Grupo: Composto por profissionais e usuárias da saúde mental que fazem uso de psicotrópicos, com idades de 18 a 60 anos, moradoras do Distrito Dutra Trabalhadores, o grupo foi criado por Gilmara Azenha, assistente social e multiplicadora do Teatro do Oprimido, para atender em grupo os casos de mulheres com transtorno mental da região.
17:30h – Coquetel
PROGRAMAÇÃO – 15 DE ABRIL
14:00h – Abertura com fala dos multiplicadores do Teatro do Oprimido de Guarulhos, seguido de exibição de vídeo da Saúde Mental
14:30h – Apresentação de espetáculo “Princesinha do Papai” com o Grupo Primavera, seguido de Teatro-Fórum. Sinopse: A peça conta a história real de uma adolescente que tem dificuldade de travar um diálogo familiar sobre sexualidade e acaba engravidando, o que piora muito sua relação em casa. Sobre o Grupo: Composto por agentes comunitárias de saúde do município com idades de 25 a 60 anos, moradoras do Jardim Primavera, o grupo foi criado por Rozália Martinha Rocha e Valéria Forte, agentes de saúde e multiplicadoras do Teatro do Oprimido, para debater temas pertinentes ao atendimento que realizam na região.
16:00h – Apresentação de espetáculo “E agora Ritinha?” com o Grupo Belvedere, seguido de Teatro-Fórum. Sinopse: A peça conta a história real de uma relação familiar extremamente conturbada, onde uma adolescente de 16 anos sofre opressão psicológica e violência física do padrasto e de sua própria mãe. Sobre o Grupo: Composto por agentes comunitárias de saúde do município com idades de 25 a 60 anos, moradoras da região Cantareira, o grupo foi criado por Márcia Creuza da Silva e Karina Aparecida dos Santos, agentes de saúde e multiplicadoras do Teatro do Oprimido, para discutir temas pertinentes ao atendimento que realizam no município.

2 comentários sobre “Teatro Adamastor recebe 2ª Mostra Teatro do Oprimido na Saúde Mental”

  1. trabalho na usf parque dos coqueiros em Natal rn, e temos introduzido o método lúdico, em nossas reuniões do grupo de depêndentes psicotrópicos,e gostaria de receber resposta.
    pois o teatro do oprimido tem sido tudo de bom na vida dos usuários e funcionários desta unidade de saúde.

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