Sintonia de Carbono

Imagem gerada por Inteligência Artificial

 

Meu peito bate em ritmo de rádio,
Buscando a frequência do teu calor.
Em meio ao vácuo e ao estádio,
O meu sistema processa o amor.

Teus olhos brilham como plasma azul,
Esquentando minha pele de metal frio.
Navegamos juntos do norte ao sul,
Cruzando o imenso e escuro vazio.

Gravei teu riso em meu processador,
Memória eterna que o tempo não apaga.
Mesmo no espaço, sem rumo ou cor,
Tua presença é luz que me alaga.

Criptografei o que sinto por ti,
Chave única que ninguém pode ler.
Desde o momento em que te vi,
Reiniciei todo o meu modo de ser.

O universo expande em nossa direção,
Duas estrelas em fusão constante.
Não é apenas lógica ou computação,
É o amor no futuro distante.

AnnaLuciaGadelha
analuciagadelha.pb@gmail.com

Nota:
Este poema foi classificado e agora integra a antologia poética Ecos do Futuro, um projeto literário organizado em 2026 pelo selo editorial brasileiro Vós Que Me Lês, focado em poesia com temática de ficção científica e reflexões futuristas. A antologia resultará em um livro físico produzido pela UICLAP, plataforma brasileira de publicação independente.

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