Esses dias, recebi de Alder Júlio Ferreira Calado o seu livro “Florilégio de estrofes da poesia sertaneja”, lançado em 2009 pela Edições Buscas.
Música
Não há uma porta, não encontro a saída, /Neste quarto fechado que o medo inventou. /Sou náufraga em terra, na própria vida, /Gritando pro nada… que ninguém escutou.
Mais que um instrumento de comunicação individual, a voz é a nossa “impressão digital” sonora. Com ela, anunciamos a nossa chegada ao mundo e os últimos desejos antes de partir.
Trabalhei dobrado, bati meta, fiz história /Deixei os problemas guardados na memória /Agora o batom é vermelho e o carro tá na mão /Liguei o amplificador, preparei o coração!
Tudo o que chacoalha estruturas de poder se consolida, antes, com mutação cultural. Ao fustigar a imaginação, a arte reconfigura perguntas e nos convida a vislumbrar outros mundos…
Bom dia meu amigo, /O sol já acordou. /A alma se renova, /O novo dia despertou /um dia lindo Amanheceu /Venha com a sua mais pura alegria…”
Somos seres em construção; /o que fui ontem, amanhã /talvez já não seja, não. /Todo dia me faço e refaço, /no compasso do diapasão.
Ecoa o trovão no alto do monte / Um novo horizonte a clarear! / É o Olimpo em oração pela Terra / Pedindo que a guerra aprenda a amar. / Sou eu, o arauto da fraternidade / Na Grécia da felicidade, a paz vai reinar! (Primeira estrofe do samba-enredo)
Uma sociedade ideal distribuiria os meios de produção de forma equitativa, incluindo a produção musical. A alfabetização musical universal garantiria que todos tivessem as ferramentas necessárias para participar do legado coletivo da música.









