Pertencimento

Entre letras e cores existo. Vivo. Volto de um passeio pelo calçadão da beira-mar. O meu bairro guarda memórias preciosas. No dia 21 deste mês de outubro tive um desses momentos inesquecíveis, de reencontro, de reunião da totalidade do meu ser.

Ia indo pela rua em busca do carro no lavadeiro de carros, quando me veio a pergunta: O que tenho feito por mim e para mim? A resposta foi imediata e cabal. Eu mesmo. A minha história. Isto que está aqui. Me veio um sossego que ficou em mim.

Essa tranquilidade é o resultado do que tenho feito por mim e para mim. Não sou nada estranho nem diferente. Sou apenas eu mesmo, gente! Tanto quanto quem possa estar à minha volta, perto ou longe, ou nem tanto, nem um pouco.

Seja como for, tenho um lugar no mundo e isto me basta. É tudo que quis. Os livros me devolvem uma sensação de pertencimento, e as cores uma de sentimento.

Atos simples me incluem e me constituem. Partilho o que vou vendo e aprendendo. Assim costuro tempos e pontes. E esta fugacidade dos dias que passam ganha um sentido de eternidade.

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