O dia em que o DEM voltou a ser ARENA

Segue texto do jornalista Rogério Tomaz Jr.
Fonte: http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2009/12/09/o-dia-em-que-o-dem-voltou-a-ser-arena/
Brasília, 9 de dezembro de 2009. Dia Mundial de Combate à Corrupção.
Milhares de pessoas se reúnem na Praça Buriti, em frente ao Palácio do mesmo nome, antiga sede administrativa do Governo do Distrito Federal, no Eixo Monumental (no mapa, o “corpo” do avião).
>> Globo recebeu ordem para pegar leve com Arruda? (Leia artigo de Rodrigo Vianna)
Estudantes, sindicalistas, militantes e profissionais de todas as áreas, aposentados, crianças acompanhadas dos pais, parlamentares e lideranças populares.
Ato pacífico. A única “ousadia” dos manifestantes foi retardar por alguns minutos o tráfego, como forma de chamar a atenção para o ato e mostrar à população que os escãndalo do Panetonegate não vai ficar sem resposta do povo. Aliás, a maioria dos motoristas e passageiros nos ônibus buzinava e acenava em sinal de apoio à manifestação que expressa a indignação contra a máfia que ocupa o GDF.
Até que a Polícia Militar do governador José Roberto Arruda – aquele que violou o painel de votação do Senado em 2001, quando era do PSDB – resolve rasgar a Constituição e mostrar com quantos porretes, balas, bombas, gases e cascos se faz uma democradura.
– Rodoviária, não! De jeito nenhum!, foi a ordem que ouvi o Tenente Coronel Silva Filho, comandante da operação, passar ao telefone para algum subordinado.
A essa altura, a cavalaria da Tropa de Choque da PM já havia promovido duas investidas contra os manifestantes (víde abaixo). E o BOPE (sim, o BOPE!) já havia bloqueado a caminhada que os manifestantes faziam pelo gramado central do Eixo Monumental (vídeo abaixo também). Foram, literalmente, acuados e empurrados para a pista do Eixo no sentido Leste-Oeste, por onde o trânsito já fluía normalmente.
Silva Filho é um oficial extremamente experiente (os cabelos brancos atestam) e extremamente preparado emocionalmente, como se vê nesse vídeo:
No Dia Mundial de Combate à Corrupção, o único governador do Democratas no Brasil fez o seu partido deveras orgulhoso ao permitir uma rememoração real dos gloriosos tempos em que eles, com o nome de Aliança Renovadora Nacional (Arena – clique aqui), mandavam e desmandavam no país.
Por algumas horas, Brasília voltou à década de 1960, quando a Universidade de Brasília fora invadida pelos militares e as manifestações políticas estavam proibidas.
Curioso que o argumento utilizado por outro oficial (na matéria do Jornal Nacional, abaixo) para descer o porrete e os cascos nos manifestantes foi que estes (“um pequeno grupo”) estavam ameaçando o direito de ir e vir da “sociedade brasiliense”… não impediu que a Polícia Militar impedisse o direito de ir e vir dos manifestantes que pretendiam ir à Rodoviária do Plano.
Esse é o governo Arruda. E só agora entendemos o real motivo que o fez transferir a sede do GDF para bem longe do Plano Piloto.
E esse é o tipo de mentalidade que predomina nesse grupo protofascista que se organiza na forma de partido e tem saudades da ditadura civil-militar por meio da qual tanto se lambuzaram com o doce poder.
Esse é só o começo. Ocupação na Câmara Legislativa e primeiro ato público. Brasília não vai parar enquanto Arruda e sua máfia não for varrido!
Fotos, vídeos e mais informações, acesse o blog do Rogério: http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2009/12/09/o-dia-em-que-o-dem-voltou-a-ser-arena/

2 comentários sobre “O dia em que o DEM voltou a ser ARENA”

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  2. “Sai daí, Zé!”
    Chega a ser divertido acompanhar o constrangimento da imprensa oposicionista na cobertura dos mensalões demo-tucanos. Cada novidade é acompanhada de menções aos escândalos petistas, como se todos os episódios fossem equivalentes em natureza e gravidade.
    José Roberto Arruda, figura manjadíssima desde os tempos de líder do governo FHC no Congresso (ohhh!!!), será sacrificado em cerimônia pomposa, purificadora, assim que as atenções começarem a debandar para cima de seu xará poderoso. E é sempre bom lembrar que a trilha que une os Josés não passa apenas pelo prefeito Gilberto Kassab.

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