O criador e a criatura

Em primeiro lugar, vamos deixar o lado religioso da entrevista da ex-primeira dama do Brasil, Roseana Collor. Mesmo porque as religiões de matrizes africanas merecem todo o nosso respeito. Vamos focar o lado moral e ético das Organizações Globo. Quem se lembra quando no final da década de oitenta surgia para todo o Brasil o “mito” Fernando Collor de Mello, famoso caçador de marajá? Logo caiu nas graças da família Marinho, velhos conhecidos da família Mello. Imediatamente os Marinhos trataram de fazer a imagem do bom moço, bonito, alto e viril. Pronto, Collor já estava pronto.
Passado o tempo, as organizações Globo querem de qualquer maneira a já desfigurada e abatida imagem do ex-presidente Collor. Parece que ele não ainda não está desvilculado, a ponto de entrevistar sua ex-esposa para falar aquilo que todos já sabem o que foi o seu governo.
O povo brasileiro elegeu um produto político barato e mal feito, graças a defensora da ética e da moral organizações Globo. Todos, mais uma vez, caíram na lábia da família Marinha. Naturalmente, por interesses dela e não do povo em si. O povo, massa de manobra, foi atrás e infelizmente caímos na mentira.
A “criatura” Collor de Mello, membro da CPMI do congresso, ousou tocar na comissão de inquérito em outra família amiga dos Marinhos: Os Civita (do grupo Abril), na qual perguntou, com toda a razão, por que o editor-chefe da Revista Veja, Policarpo Júnior, não foi chamado para prestar depoimento sobre sua amizade e trocas de informações privilegiadas com contraventor Carlinhos Cachoeira. Pelo jeito, essa CPMI tem muita água para rolar e por enquanto a primeira cabeça rolou, a do ex-senador Demóstenes Torres.
A velha mídia passa por uma crise moral e de identidade, qualquer preço vale para obter prestígio sem querer saber quem será o alvo. O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, foi massacrado pelas principais revistas e emissoras de cobertura nacional. Ele era acusado de corrupção, e seu nome foi jogado na lama e nenhuma prova foi achada. A velha mídia ficou calada.
A criação (globo) e a criatura (Collor) não se entendem mais. A criatura procura apagar uma imagem de bom moço que a criação (globo) desenhou, e hoje ambos não se suportam mais.
(*) Fábio Nogueira é militante da Educafro. E-mail: fabionogueira95@yahoo.com.br

Um comentário sobre “O criador e a criatura”

Deixe uma resposta