
Galope à beira-mar
Já vi pescadores pescando sereias
Nas águas revoltas de ânsia e desejo
Olhar sequioso, o marujo e o marejo
E o sangue apressado explodindo nas veias.
As redes que as águas devolvem-nas cheias
Atraem vontades de enfim desaguar
Na praia o deleite, o prenúncio de amar
Despertam volúpias, sacodem as bases,
Em curvas sedosas de ondas suaves
Compus um galope na beira do mar.
Martim Assueros, 16/4/2026
assuerosmartimg@gmail.com
Bacharel em Ciências Sociais, ambientalista e poeta.
