Curta Maria: educação, juventude e enfrentamento à violência contra a mulher

Foto: Divulgação

Levar a Lei Maria da Penha aos jovens significa trabalhar pela transformação antes que a violência aconteça. Significa ensinar meninos e meninas que amor não combina com agressão, controle, humilhação ou medo.

Maria José Rocha Lima – Zezé | TudoOk Notícias | 11 de agosto de 2026

A Lei Maria da Penha representa uma das mais importantes conquistas da sociedade brasileira no enfrentamento à violência contra a mulher. Mas nenhuma lei, por mais avançada que seja, transforma a realidade sozinha. É preciso fazê-la chegar às escolas, às famílias, aos jovens e às comunidades, formando novas consciências e ajudando a construir relações baseadas no respeito e na igualdade.

É com esse propósito que a Casa da Educação Anísio Teixeira desenvolve o Projeto Curta Maria, iniciativa de produção de vídeos educativos sobre a Lei Maria da Penha e de mobilização da juventude para a prevenção da violência de gênero.

O projeto já alcançou 2.400 jovens no Distrito Federal, promovendo informação, reflexão e participação. Mais do que conhecer a legislação, esses jovens são estimulados a compreender as diferentes formas de violência, identificar situações de abuso e reconhecer que o enfrentamento desse grave problema social começa também pela educação.

A Casa da Educação Anísio Teixeira manifesta seu agradecimento às instituições parceiras que têm contribuído para tornar essa iniciativa possível, entre elas a Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Psicanálise – ABEPP, a Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT e o Banco do Brasil.

São parcerias que demonstram a importância da união entre educação, Justiça, segurança pública e sociedade civil na construção de uma cultura de paz e de proteção às mulheres.

O Projeto Curta Maria conta ainda com o apoio de Iara Bernardi, ex-deputada federal e vereadora de Sorocaba, uma das precursoras da Lei Maria da Penha. Sua presença nessa caminhada tem um significado especial. Iara integra a história da mobilização política e legislativa em defesa dos direitos das mulheres e do enfrentamento à violência doméstica, razão pela qual seu apoio fortalece ainda mais a dimensão cidadã e educativa do projeto.

Levar a Lei Maria da Penha aos jovens significa trabalhar pela transformação antes que a violência aconteça. Significa ensinar meninos e meninas que amor não combina com agressão, controle, humilhação ou medo.

A educação continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para transformar comportamentos e construir uma sociedade mais justa. É isso que buscamos com o Curta Maria: formar uma geração que conheça seus direitos, respeite as diferenças e diga, desde cedo, não à violência contra a mulher.

 

*Maria José Rocha Lima -Zezé-. É professora, mestre em educação pela UFBA, doutora em psicanálise, filiada à Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas   em Psicanálise-ABEPP – e teóloga. Foi Deputada da Bahia de 1991-1999.

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