Das brumas da lembrança ela tangera o vento
Compondo a cercania ao princípio das lendas
E em cada escaninho a burilar legendas
Curou a cinesia em ambreado unguento
A vida em cada folha a imprimir seu tempo
Matéria paralela entre os atalhos-fendas
Atemporal jornada em veredas colendas
Maria tempo-espaço em cada nós destempo
Assim sua jornada em seu brilho amiúde
Prendeu-se à liberdade ainda em gestação
Urdida em teias vãs da falsa finitude
No céu do meu destino houve um imenso clarão
Tangido cosmo afora em sua plenitude
Ato premonitório em que nada é em vão
Bacharel em Ciências Sociais, ambientalista e poeta.

Alegra-me ver mais esta bela contribuição poética sua. Ela nos lembra do efeito terapêutico da arte em todo tempo, especialmente em circunstâncias adversas.