Houve golpe sim. Violento e muito bem articulado entre os poderes institucionais, mas, observando-se, não foi como aparenta ser contra a presidenta Dilma Rousseff. Não, foi um golpe de classe, envolvendo principalmente a presidenta e o Partido dos Trabalhadores, o PT, e, babando sangue pelo canto da boca, tivesse ele boca, contra o ex-presidente Lula.
Miguel Lanzellotti Baldez
Os senhores ministros do Tribunal maior desta nossa eminente magistratura estão indignados com o aposto que lhes dão os democratas às continuadas decisões, desde as práticas do senhor Gilmar Mendes às de nível inferior, muito bem significadas nos atos do juiz Moro.
Com o objetivo de criminalizarem e punirem os black blocs, fundados numa lei cuja razão é a violência, o que pretendem, eles sim mascarados de fantasmas de épocas passadas, é impor ao povo, sob o pretexto de protegê-lo, regras coercitivas de nítida inspiração fascista.
Vamos atualizar a famosa advertência de Brecht: primeiro os chamados vândalos, depois, quem sabe?
“Vou denunciar por tentativa de homicídio”, disse o moço, com empáfia, na reportagem da TV Globo. E quem era o autor da solene ameaça? Com certeza e pose um promotor de justiça. Não um simples promotor, mas, de grau maior, um procurador de justiça, mas não um simples procurador de justiça, como os muitos da honrada carreira, quem jactou-se com a dita frase em muita má hora dita foi o chefe de gabinete do Sr. Procurador Geral de Justiça, soando a sua fala, pela proximidade do cargo, como se fora a fala mesma de seu chefe…
Eu vi, você viu, nós vimos, numa sequência consistente e diária, na TV Globo, o assédio do povo ao governador, constante e porque não dizer merecido por suas inadmissíveis, estranhas e indesejáveis práticas, como, por exemplo, além das relações com empreiteiras, dançar em Paris (que boa escolha!), com parte de seu secretariado, no inesquecível rebolado do lenço na cabeça….
Era fome, companheiros do Horto Florestal, muita fome, uma fome universal, fome passada e – quem sabe? – futura, o motivo principal da ação dos Senhores Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), a estranha razão que os mobiliza contra o povo do Horto, segundo a insuspeita reportagem do insuspeito (no caso) jornal O Globo de domingo 6 de julho…
Fascismo? Um novo fascismo? Um renovado fascismo inspirado no cruel e violento fenômeno do século XX, vindo lá da cultura política capitalista da Europa mas que se propagou mundo afora e que, aqui no Brasil, teve sua primeira versão ainda na década dos anos 30…
É intensa a mobilização liderada pelo jornal O Globo para expulsar do Horto Florestal os que lá vivem há muitos anos e são tratados levianamente como invasores, intensa e covarde. Da sórdida campanha participam, sem qualquer pudor ético, moradores do entorno periférico, alguns agrupados numa associação que, dizendo-se amiga do Jardim Botânico, não passa de grupelho sem maior expressão social e, no sentido mais abrangente da palavra, ideologicamente racista…

