O maior inimigo desse país não é o bolsonarismo, as tarifas do Trump ou a oposição na Câmara dos Deputados, é cair na real. Nunca foi a internet, mas a velha credulidade humana, agora equipada com 5G e pacote de dados ilimitado.
Frei Betto
Entre o altar, que ainda exclui, e o túmulo, que se multiplica, está o desafio de romper estruturas que, direta ou indiretamente, continuam a dizer às mulheres qual é e qual não deve ser o lugar delas.
Em seus 250 anos de história, os EUA conheceram menos de 20 anos sem estar envolvidos em guerra. Segundo John Menadue, a poderosa nação do Norte nunca passou uma década sem guerra.
“O velho mundo morre. O novo demora a nascer” (Gramsci). Hoje as plataformas digitais são verdadeiras Hidras, o monstro de sete cabeças. E ainda não apareceu um Hércules que possa matá-las.
O coração hídrico do Brasil pulsa na Amazônia, e seus principais vasos – rios como o Tapajós, o Madeira e o Tocantins – estão no centro de um embate que redefine fronteiras entre desenvolvimento, soberania e sobrevivência.
Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaçava transformar esses cursos d’água em meras hidrovias de eficiência logística, através de um processo duplo: a concessão à iniciativa privada (uma forma de privatização da gestão dos rios) e a dragagem intensiva para garantir o escoamento de grãos. Esta equação, vendida como progresso, ignorava o custo social e ambiental astronômico, e revelava os contornos de uma política que beneficiaria uma elite econômica em detrimento de povos tradicionais e do patrimônio natural do país.
Há vozes que não deveriam ecoar. Vozes que carregam, no tremor infantil, todo o peso de um mundo que desmorona. A voz de Hind Rajab é uma delas – um registro real e angustiante de uma criança de seis anos presa em um carro sob fogo em Gaza, com os corpos de cinco pessoas da família já mortas, implorando por socorro. O filme que leva seu nome não é apenas uma obra de arte; é um grito filmado contra a indiferença.
As recentes campanhas eleitorais tornaram-se arenas sofisticadas de disputas simbólicas, emocionais e programáticas. Diferentes projetos políticos buscam legitimação junto ao eleitorado. Nesse contexto, observa-se uma diferença recorrente entre o modo como os partidos de direita e os progressistas estruturam suas mensagens e mobilizam o eleitorado.
Em campanhas políticas, raramente vence quem apresenta apenas os melhores dados ou os planos mais bem estruturados. Ganha quem consegue tocar zonas profundas da psique coletiva. Bandeiras, cores, gestos, slogans, músicas e imagens não são meros adornos publicitários: são símbolos. E o símbolo, como já ensinaram Sigmund Freud e Joseph Campbell, fala diretamente ao inconsciente.
Na era do neoliberalismo triunfante, a conivência entre os poderes político e econômico era evidente. A influência das elites econômicas era visível, malgrado as tentativas de ocultá-la. Na nova era, tudo é feito às escancaras. Isso se aplica tanto à geopolítica quanto às relações com as potências econômicas.









