Não há uma porta, não encontro a saída, /Neste quarto fechado que o medo inventou. /Sou náufraga em terra, na própria vida, /Gritando pro nada… que ninguém escutou.
Anna Lúcia Gadelha
Trabalhei dobrado, bati meta, fiz história /Deixei os problemas guardados na memória /Agora o batom é vermelho e o carro tá na mão /Liguei o amplificador, preparei o coração!
Caminhando no vazio de um corredor sem fim / O silêncio ecoa, se alimenta de mim / As paredes me olham com esse cinza gelado / E o tempo parece que ficou aqui parado.
Ecoa o trovão no alto do monte / Um novo horizonte a clarear! / É o Olimpo em oração pela Terra / Pedindo que a guerra aprenda a amar. / Sou eu, o arauto da fraternidade / Na Grécia da felicidade, a paz vai reinar! (Primeira estrofe do samba-enredo)
O peito é um bicho acuado que não sabe se entrega,
pois traz na memória o corte de um antigo adeus.
É um querer que se esconde, uma luz que se nega,
com medo de que outros olhos apaguem os meus.
(uma das estrofes – a 1ª do poema)
Botei as mágoas na ponta da sandália E dei um drible na tal da solidão Não adianta vir com essa conversa fiada Que o meu peito agora é pura vibração! Vesti o branco, pedi licença…
O relógio na parede virou mero enfeite Enquanto o silêncio da sala degusta o nosso fôlego. Você me olha e o ar vira veludo, Pesado, macio, cercando tudo. Minha pele é um mapa que seus…
Eis que surge a tempestade Apareceu repentinamente Entregou-me a infelicidade Com a escuridão permanente Quero ir fundo nesse vendaval Inundando-me interiormente Dor que me faz quase irracional Entra e fere profundamente Sangra, sangra coração Deixa…
O tempo escorre lento quando você não está aqui Um silêncio rouco que não me deixa dormir A saudade veste a roupa de um blues em Dó menor E a cidade inteira perde a cor,…









