Foi um aniversário diferente. De manhã, se olhara no espelho. Agradecera, simplesmente, à vida. Vira seu rosto, e como numa rajada, passara o que fora a sua vida até essa hora. Unidade. Sorriu levemente. Olhou para os seus olhos. Estar vivo, pensou. Uma graça. O dia decorrera mais ou menos nessa leveza, como se deixando levar. Rindo, como sempre. O afeto do seu pai, da sua esposa, dos seus filhos e filhas, dos irmãos e das cunhadas, dos amigos e amigas, foram como um buquê de flores na sua alma, no seu coração, nesse lado interno que todos temos. Hoje é o dia seguinte, mas ficou uma lembrança leve. Um silêncio interior. Uma quietude. Uma paz muito grande. Obrigado, vida.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
