
Em nome de minha mãe
Que me trouxe um dia ao mundo
E de minha companheira
Com o respeito mais profundo.
Às duas filhas amadas
Duas poesias rimadas
Do livro do meu viver.
E cada netinha linda
Das quais uma está ainda
Esperando pra nascer.
Aos homens de minha vida
O que é que está havendo?
Mil de nós estão matando
E mil mulheres morrendo!
Senta-te aqui, filho amado
Netos meus, aqui do lado!
Que fazemos contra isso?
Pra defender a mulher
Quem não meter a colher
Será um covarde omisso.
São violências diárias
Silenciosas, eleitas
Vão se naturalizando
E socialmente aceitas.
Essa maldade inclemente
Encrua-se atroz, silente
Amálgama, alicerce.
Indolente pulveriza
Para depois, feito brisa
Por ela então se disperse.
Precisamos refletir
Neste dia especial
Por que uns de nós não tratam
As mulheres por igual?
Que futuro que se quer
Enquanto u’a mulher houver
A cada seis horas morta?
Onde fica o nascedouro
O berço, a tribuna, o foro
Do machismo em nossa porta?
Martim Assueros
8/3/2026 – Dia Internacional da Mulher
Bacharel em Ciências Sociais, ambientalista e poeta.
