Comunidades, autoridades e especialistas analisam os efeitos das ações nas favelas e o longo caminho para superar uma história de corrupção e violência policial, de capitulação para o crime e de omissão do estado. Confira conteúdo expandido para o site da Revista do Brasil. Por Ana Lúcia Vaz, Claudia Santiago, Gizele Martins e Sheila Jacob
Segurança pública
Nesta sexta-feira (24/12), procurando reafirmar a tranqüilidade no Complexo do Alemão, diversas matérias jornalísticas registraram o clima natalino e pacífico na região. A falta de lucidez, no entanto, não permite que a grande mídia equilibre…
“O que nós questionamos é a falta de transparência, não há um número de mortos nem uma lista parcial de nomes”, critica Sandra. Somando dados divulgados no decorrer das operações, a entidade chegou ao número de 77 mortos entre os dias 21 e 28 de novembro, ou seja, desde o início da resposta policial aos ataques de criminosos.
A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), fechou o cerco contra milicianos que agiam em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, nesta terça-feira (21). Apesar de a ação ter um papel significativo, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) destacou que não basta prender os criminosos.
Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça lançou nesta segunda-feira (20) a Cartilha de Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade.
Desde o dia 28 de novembro, organizações da sociedade civil realizaram visitas às comunidades do Alemão e da Vila Cruzeiro, onde se depararam com uma realidade bastante diferente daquela retratada nas manchetes de jornal. “Foram ouvidos relatos que denunciam crimes e abusos cometidos por equipes policiais. São casos concretos de tortura, ameaça de morte, invasão de domicílio, injúria, corrupção, roubo, extorsão e humilhação”, aponta comunicado conjunto.
Parentes de vítimas realizarão nesta sexta-feira (17/12), das 7h às 21h, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, o primeiro ato público em memória dos que tiveram sua vida interrompida pela violência e impunidade no Estado do Rio de Janeiro.
Por MC Leonardo, via Fazendo Media Foi com um artigo sobre a falta de programas sociais que visem acabar com a criminalidade armada dentro das favelas que passei a integrar o corpo de colaboradores da…
Pouco mais de uma semana após o fim da “Batalha do Alemão”, ficou claro que o rito do espetáculo televisivo conseguiu promover a coroação do Estado “libertador”, chegou ao seu clímax com a perseguição ao…




