A genealogia do feminicídio remonta à inversão de mitos ancestrais que transformaram a autonomia e a sacralidade da mulher em justificativas teológicas para a dominação masculina.
feminicídio
Nós líamos As estruturas elementares da violência quando, o que chamaremos de “janeiro sangrento”, manchou de vermelho rubro não só o território brasileiro, mas também essa folha de papel.
A caracterização da criminalização da misoginia como “antinatural” aprofunda essa lógica ao inscrevê-la em uma gramática moral neoconservadora.
Houve transformações profundas em relação ao trabalho e à família. A figura do “macho alfa” entrou em colapso – e o ressentimento e “nostalgia” são canalizados em violência.
Isabela Venturoza debate projetos de lei contra discurso de ódio, responsabilidade das big techs e a necessidade de envolver homens na transformação cultural.
Entre o altar, que ainda exclui, e o túmulo, que se multiplica, está o desafio de romper estruturas que, direta ou indiretamente, continuam a dizer às mulheres qual é e qual não deve ser o lugar delas.
Ontem, 25/02/2026, finalmente chegou a termo o julgamento pelo STF dos responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco. Antes tarde do que nunca! Mesmo sabendo que isto não traz de volta Marielle ao nosso convívio.
Ter nascido de uma mulher nunca foi antídoto contra o machismo. O que transforma comportamento é responsabilização social e jurídica.
Políticas públicas avançam, mas feminicídios, violência estrutural e ataques políticos mostram que a desigualdade de gênero segue como desafio central da democracia. por Barbara Luz / Vermelho, 01/01/2026 12:14 O ano de 2025 marcou a retomada do…









