Nua, Bela e Crua

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Ela tirou a roupa
Queria se despir
Abrir os braços
Mostrar ao mundo quem era
Livre, leve, solta
Queria o vento batendo no seu corpo
Passando por suas partes
Machucando, arranhando com a poeira trazida
Da imundice da rua
Revoando seus cabelos
Sujando sua alma incompreendida.
Ninguém a enxergava
Somente criticavam
Não tinham noção como era
De verdade uma Mulher
Exatamente, cheia de qualidades e defeitos
Real, realíssima, sem fantasias
Nua, bela, crua
Era ela e todas as outras
Mulheres, mulheres verdadeiras.

Ana Amelia Guimarães
meliaguima@gmail.com

4 comentários sobre “Nua, Bela e Crua”

  1. Ana Amélia texto com grande força poética e expressividade. Ele aborda temas como a liberdade feminina, a autenticidade, a vulnerabilidade, e a crítica social em relação à imagem da mulher. Adorei, poetisa! Aplausos

    1. Sim amiga, temos que gritar ao mundo a força da mulher verdadeira. Poderemos fazer tudo bem melhor quando formos respeitadas, ouvidas, consideradas. Gratidão.

  2. Uma mulher, nem avançada nem retrógrada, nem pudica nem desavergonhada; uma mulher livre que pensa, opina e decide por si mesma sem arrogância. Versos que pedem liberdade e respeito ao direito de uma mulher ser o que é, uma mulher. Nua, bela e crua é a autoimagem de uma mulher por inteira, com imperfeições, desejos, limites e qualidades. Uma imagem real e sem retoques, não um objeto para estimular fantasias. Receba meus cumprimentos, poetisa Ana Amélia.

    1. Emocionante seu excelente comentário em que retrata com fidelidade o que as mulheres mais anseiam, respeito, dignidade, voz. Gratidão, abraços.

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