
O fazendeiro Paulo César Quartiero, eleito deputado federal por Roraima, teria adquirido e registrado terras públicas de forma irregular na ilha de Marajó (PA), mas acusa o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A informação é do jornal O Globo.
Quartiero ficou conhecido por ser líder dos arrozeiros que invadiram a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e foram obrigados, após decisão do Supremo Tribunal Federal, a saírem do local.
O fazendeiro afirma ter adquirido 12 mil hectares na ilha de Marajó, para destinar à produção de arroz. Segundo o Incra, para uma pessoa registrar uma área superior a 2.500 hectares, é necessário obter autorização do Congresso Nacional.
“Tenho certeza de que o senhor Paulo César Quartiero não tem essa autorização. Quando nosso levantamento estiver concluído, vamos tomar providências”, explica o superintendente do Incra em Belém, Elielson Silva.
O instituto também está preocupado com um possível desalojamento da população ribeirinha e quilombola que o cultivo de arroz na região provocará. As autoridades suspeitam que Quartiero seja dono de 30% da área do município de Cachoeira do Arari, em Marajó, e que ele tenha comprado terras de ocupação tradicional de quilombolas no município vizinho, Salvaterra.
Procurado pela reportagem do jornal O Globo, Quartiero afirmou que as terras compradas não são públicas. “O Incra só mente, essa é mais uma mentira. Quem quer produzir no Brasil e ter possibilidade de sucesso é perseguido pelo Incra, que quer inviabilizar qualquer tentativa de progresso na região”, disse.
Paulo César Quartieiro já esteve preso em 2008 por tentativa de homicídio
O líder dos arrozeiros, Paulo César Quartieiro, já esteve uma prisão efetivada, mais precisamente no dia 06 de maio de 2008. Ele era o então prefeito da cidade de Pacaraima, em Roraima, e chefe dos funcionários que entraram em confronto com indígenas da reserva Raposa Serra do Sol, localizada no mesmo estado.
Na manhã anterior (05/05), os funcionários de Quartieiro balearam dez indígenas, deixando um gravemente ferido. A tensão na região ocorreu por conta da não-retirada dos arrozeiros que estavam na reserva homologada em 2005, pelo presidente Lula, e pertencente aos 18 mil índios que vivem na Raposa Serra do Sol.
A Polícia Federal foi a responsável pela prisão do proprietário. A assessoria de imprensa da PF informou que o ruralista teria sido preso em flagrante por porte ilegal de armas. Quartiero liderou o movimento de resistência à retirada de não-indígenas da reserva. Já o conflito posterior foi resultado da operação conhecida como Upatakon 3, que tinha como objetivo a retirada dos arrozeiros da região. A missão foi interrompida depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. (Com MST)
A resistência dos arrozeiros na região e a suspensão da medida de retirada dos mesmos foram relacionadas a fatores político-econômicos. Os arrozeiros respondem por quase 6% da economia do estado de Roraima.

apoio o pc em todas decisoes qe tomar trabalhei pra ele sou um flagelado da raposa serra do sol perdemos muito la o brasil e o estado perdeu estive presente em varias manifestacoes conte comigo sempre deputado oje moro em rondonopolis parabens pela luta nunca desista