Florescer à beira do Crepúsculo (Río, Rosa, Respiro)

Mañana es el cumpleaños de Consciência

Sim, a Revista Consciência celebra a vida

Uma vida intensa, devo dizer

Aqui soube lá pelo ano de 2000

Bem perto da sua nascença como veículo humanizador

Que eu podia ser. Sim, assim como lês, querida leitora ou leitor

E soube disto a partir do momento em que os meus escritos começaram a ver a luz nesta revista

Soube disto também, em tempos próximos desde que agora menciono, quando as minhas pinturas

Os meus quadros, viram a luz nas paredes das sedes sindicais da ADUFPB, ADUFCE e SUTE (Mendoza, Argentina), na exposição Raízes

Sindicato docente educa, gente

Acolhe pinturas de quem tenta vir à tona, de quem aqui está para tocar corações

Assim continua a ser na ADUFPB, que em João Pessoa, PB, continua a acolher as iniciativas das Travessias Literárias e do Coral Vozes da ADUFPB.

Mas o assunto agora são os 26 anos de Consciência

Com sciência disto, apenas me resta desejar a todas e todos que fazem esta revista, lendo ou escrevendo, lendo e escrevendo

Vendo que somos capazes, que podemos.

Quem vive, quem conta histórias quem está vivo ou viva, viva!!!

Pintar, poetizar, rir

Viver

É preciso.

Preciso ir agora, uma vez que a insônia, ou a criatividade, ou a idade, ou o que quer que seja que me mantêm vivo e ativo a estas horas da madrugada

Me chama para dar um nome ao que me mantém contente e vivo

Flores.

Respiro. Relaxo. Descanso. Assim vou conectando com a estrutura do universo. Solto por um instante qualquer pressão, medo, preocupação, e venho a mim. Estou comigo e com quem quer que esteja comigo.

Deixo os deveria, os devia, e sou.

Ser é o que me ocupa. O meu foco. Minha essência. Ciência. Arte. Escrita. Pintura. Poesia. Literatura

Apertura. Frutificar. O Padre José Comblin me disse pessoalmente: “Seja fecundo na sua literatura”

Sigo sendo

E este espaço, esta revista, continua sendo um lugar de potenciação da vida e da felicidade. Humanidade. Que sejam mais 26, mais muitos e muitos anos de vida!

A vida não acaba ao nos aposentarmos. Ali começa. Uma outra fase. Florescimento, que de todas maneiras, se formos pessoas criativas, devemos também ter florescido já nas outras etapas do caminho.

Viver é ser feliz, acima de tudo. Sem medo de ser feliz! Não se trata de disciplinar a linguagem, formatar comportamentos, como bem lia há um momento no livro de Julio Cortázar, Papeles inesperados

Julio Cortázar sonhava com um socialismo libertador

Como meu avô paterno Juan Lazarte trabalhou por um socialismo libertário

Eu da minha parte, sonho com uma vida feliz feita a muitas mãos. Este é um sonho ao meu alcance, ao alcance de toda pessoa humana. É a vida que se faz a cada dia.

Vida em família. Amizade. Comunidade.

Nunca fui militante de nada. Sou se quiserem me rotular, um militante humanista ou, mais precisamente, um mero militante humano ou, mais precisamente, simplesmente um ser humano, e com isto me basta, nestas linhas que escrevo à beira do crepúsculo. Bom dia!!!

Respirar. Rir. Rosa. ¡Recuerden!

No basta estar vivo o viva. ¡Hay que vivir!

Y vienen a mi memoria ahora, unas notas de la canción de Leonardo Fabio: “hoy corté una flor, y llovía, llovía, esperando a mi amor, y llovía, llovía…! Llueve en João Pessoa.

¡Buen día!

Escribo agradeciendo a Gustavo Barreto, creador de Consciência, en quien sigo encontrando el eco de aquél nacimiento mío que se dio allá por el año 2000

A Martim Assueros Gomes, quien sigue llevando adelante esta ventana al presente poéticamente

A las nuevas colaboradoras y colaboradores de Consciência, quienes sin duda florecen junto con todo un mundo de gente que nos lee y escribe.

A mis padres y abuelas y abuelos y tíos y tías y hermanos que me leyeron y viven en mí

Y ya está bien. Ahora sí me voy. Pero volveré. Y seré millones, como las flores del campo que crecen y florecen después de la lluvia. Después de todas las lluvias. Florecen.

La consciencia también florece.

No basta tener algo. Hay que saber que lo tenemos. ¿Tenemos libertad?

Cuidémosla.

“El que tenga un amor, que lo cuide, que lo cuide” dice una canción. “La salú y la platita, que no la tire, que no la tire”

“Amor se dice cantando, sin quejas y sin llorar,” canta otra canción. Y así cantando trato de ir dejando esta hoja que no me deja dejarla.

Y si no me deja, me dejo de quejar y sigo nomás, ¡qué tanto!

Lo que más me gusta en Julio Cortázar talvez sea que no me deja. Es una especie de amigo que no me deja. ¿Sabés ese tipo de amigo que no te deja?

Me acompaña desde su “Manual de instrucciones” y su “Del sentimiento de no estar del todo” (en Valise de Cronópio), tanto como Edgar Allan Poe en “A queda da Casa Usher” y Jorge Luis Borges en “Arte poética.”

Ya son las 03:26 de este martes en que recuerdo a mi madre y a mi padre, que me tuvieron no solamente en mi nacimiento sino a lo largo de toda la vida y ahora, en esta vida que sigue y se prolonga

En las páginas de un diario que no es diario de noticias sino de vida. Vida son más que noticias. Son un trabajo que da trabajo. Plantar y cosechar. Cuidar. Defender. Proteger. Sembrar amor. Seguir siempre sembrando amor.

¿Dejo o no dejo? Dejo lo que no es mío poetizando y pintando. Dejo lo que no es mío encontrándome con la gente sin prevenciones, sin papeles o casi sin papeles, o más bien casi diría despapelado. Confiando en mí. Que fue lo que me trajo hasta aquí. Saber que puedo. Podemos. Juntos podemos. Soy capaz. Comunidad, de nuevo. Siempre comunidad. El hilo de luz que nos une. Lo que nos mantiene vivos y felices.

Seguiría con Clarice Lispector y Cecília Meireles. “Ando a procura de espaço para o desenho da vida. Em números me embaraço e perco sempre a medida.” Conceição Evaristo em “Ponciá Vicêncio” e Jorge Amado em “Sudor.”

Seguiria até o sol raiar. E não sei se siga de fato. Tenho o dia inteiro para brilhar. Faça como eu, sorria!

Pintando achei o meu lugar num quadrinho que também viu a luz nesta revista. “Paz” (https://revistaconsciencia.com/paz-4/)

Movimento é a parte de baixo. Vermelho, laranja, amarelo.

Branco é o território do possível. O ser que sou. Sentimentos, desejos, autoaceitação, autoestima, autorrespeito. Incluindo o que não gosto de mim, mas que estando aqui, aceito e não desfaz do meu gostar de mim que, aos poucos, vai sendo amor a mim, eu chego lá.

Rosa está debaixo do alaranjado. São as flores. É a poesia. O viver amorosamente. O ser sensível. Comunidade. Está guardado. Protegido. O que é valioso deve ser protegido. A minha mãe amava as rosas. “Mi amante besóme las manos y de ellas brotan rosas como estrellas” (Juana de Ibarbourou).

Vida são mais do que regras. Regras são inevitáveis. Necessárias até. Tanto quanto necessário é se libertar de toda e qualquer regra para poder ser quem de fato somos. Sem prejudicar ninguém. Seguindo apenas o ser profundo. Sem este viver essencial, seríamos eternamente órfãos de nós mesmos.

Daí novamente Julio Cortázar e Jorge Luis Borges. Além das normas. Macedônio Fernández. Graciela Maturo em “La razón poética.” Anaïs Nin (“Em busca de um homem sensível”)

Raspar a tinta com que cobriram os nossos sentidos (Fernando Pessoa)

E por falar em sentidos, não seria já hora de tentar deixar esta página? Não é fácil. História. Trabalho. Oficina.

Trabalhava eu numa oficina de coreanos em São Paulo, na rua Augusta. 10 horas por día, inclusive aos sábados.

Descanso é preciso. Decidi estudar. Mestrado em sociologia no IUPERJ. Rio de Janeiro. 1987. Por isso Río.

Río. São Paulo. Fortaleza. João Pessoa. Paraíba. Mendoza. Argentina. Florescer. Río. Rosa. Respiro.

Docência na UFPB. Levei o nome da UFPB pro exterior. Áustria. Holanda. Espanha. Argentina. Mendoza. Venezuela. México. Colômbia. Equador. Estados Unidos, se contar aonde chegaram os meus livros sobre a TCI, e conto, sim sinhô.

E agora sim.

Até!

Feliz Idade, Consciência!

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