Escrevo para ser

ray branbdburySó aqui posso ser eu mesmo. Só aqui sou eu mesmo, a pessoa que sou, o ser único que sou eu mesmo. E que lugar é este? Sou eu mesmo. O lugar em que sou, é eu mesmo. Tenho dito isto a respeito da Terapia Comunitária.

É preciso um centro fixo, um ponto de partida. Esse ponto de partida é você mesmo, você mesma. A pessoa que você é, a pessoa que cada um de nós é. Mas esta página é também o lugar onde sou eu mesmo. Lia das atrás um escrito de Ray Bradbury, em que dizia que todas as suas histórias são a sua própria história.

Ele é todas as suas histórias, cada uma das suas histórias. Não importava se fosse uma novela, uma crônica, um roteiro para cinema, o que fosse, era sempre a sua própria história. O escrito tem que ser seu, tem que ser você. Se você não for o que escreve, não será você quem escreve, será algo em você que quer escrever, mas não será você.

E se não for você, você estará se ausentando ao invés de se encontrar. E viver é se encontrar, é ir ao encontro de quem você é. Jorge Luis Borges, Fernando Pessoa, José Saramago, José Comblin, Julio Cortázar, conseguiram ser o que escreviam, Eram seus escritos. Esta é a façanha de um escritor, de uma escritora. Esta é a sua alegria, a sua peleja, a sua luta, a sua vitória.

Um comentário sobre “Escrevo para ser”

  1. Muito pertinentes tuas palavras Rolando, uma vez que me remeteu a refletir a minha própria história e onde ela se encontra com TCI. Me recordo das palavras que a professora Maria Filha proferiu, onde dizia que não escolhemos a saúde mental, mas sim a saúde mental nos escolhe!
    um abraço

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