Um caderno ao alcance da mão
Uma letra na folha
É mais do que um mundo.
São todos os mundos possíveis,
Ou o único necessário.
Aquele que sou
Aquele em que consisto
Aquele fio tênue de luz que me faz por dentro e que se estende em todas as direções.
Tudo isto é um caderno, uma folha, uma mão que escreve, e muito mais.
Lembro de todos os mundos por que ando e que sou
Tudo isso que sou e que gira e dá mais voltas,
São as cores violeta e amarelo,
É o amor e a fé
São os entardeceres e o amor
É a esperança e isso que parece que alcanço e alcancei,
Mas que não alcança descansa. Vem e se vai e vem e vai mais vezes, incessantemente.
É a vida que fui e serei, e o que ainda não sei mas me sabe
É a soma de todos os meus dias minutos instantes, encontros, desencontros, evoluções, revoluções, reexpectando
Espelhando o sossego e a paz infinitas que são um espelho que me olha e olho e sei que é e não é e sou e não sou outra vez todas as vezes, as vezes sempre nunca não sei.
Um caderno uma letra uma mão que escreve é um mundo todos os mundos, tudo que sou. Uma paz eterna é terna, ternamente me faz, se desfaz, refaz, continuamente, até o sol raiar.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
