
Eis que surge a tempestade
Apareceu repentinamente
Entregou-me a infelicidade
Com a escuridão permanente
Quero ir fundo nesse vendaval
Inundando-me interiormente
Dor que me faz quase irracional
Entra e fere profundamente
Sangra, sangra coração
Deixa cicatrizes profundas
Eu enfrento esse furacão
Mesmo que fique moribunda
O mundo? Está indiferente
Todos parecem ausentes
AnnaLuciaGadelha
analuciagadelha.pb@gmail.com

Algumas vezes não dá para desviar da tempestade e temos de passar por ela da melhor forma que encontrarmos. Vendavas chegam e bagunçam a nossa vida, mexem com a nossa rotina. Muitas pessoas parecem de fato indiferentes à dor dos outros, indiferença que costuma durar até que uma dor semelhante as atinja. Belo trabalho, poetisa.
Anna Lúcia Gadelha com esse texto nos faz refletir sobre a coragem de sermos vulneráveis e a dureza de descobrirmos que, no ápice da nossa tempestade pessoal, muitas vezes estamos sozinhos , mesmo acompanhado de diversas pessoas…
Parabéns suas obras sempre me enaltecem e levam-me a diversas novas experiências!
Belo poema que retrata uma profunda melancolia. Parabéns, poetisa.
“Eu enfrento esse furacão/Mesmo que fique moribunda”, a capacidade que mesmo diante de toda a tempestade, de toda a dor, de enfrentá-la. Porque o mundo, ah o mundo não vai olhar para você, se você mesma não se olhar primeiro. Parabéns pelo excelente poema reflexivo!
Nesse corre-corre do dia a dia muitos não percebem a dor do outro. Um simples olhar pode trazer um pouco de alento a quem sofre por ser sentir invisível. Aplausos.