Agências da ONU mantêm aldeões afegãos afastados da produção de heroína

Cultivo de papoula no Afeganistão. Foto: AP via BBC.NAÇÕES UNIDAS. New York, Apr 12 2010

Duas agências das Nações Unidas já distribuíram 60 toneladas de alimentos para 700 habitantes no oeste do Afeganistão, em um programa elaborado para reabilitar um canal de irrigação, única alternativa econômica do distrito Khosan, como forma de estimular os moradores locais a não trabalharem na indústria de heroína.

Embora o bairro seja considerado livre da papoula, o tráfico de drogas continua sendo um problema. Aqueles que não conseguem encontrar trabalho em Khosan, perto da fronteira iraniana, seguem para Farah ou Helmand, locais que recebem cerca de 500 afegãos por dia para a colheita de papoula, matéria-prima de ópio e da heroína. Cerca de 90 por cento do abastecimento mundial de heroína vem do Afeganistão.

A pedido do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC)
, o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) tem compensado os trabalhadores do canal distribuindo alimentos diariamente.

Para garantir que a melhoria contínua desta comunidade local, o UNODC tem simultaneamente planejado um programa de estabilização do solo, de modo a combater os efeitos dos últimos anos de estiagem e o desmatamento que se seguiu. Existe na região a prática de cortar a vegetação já escassa, utilizada para cozinhar e alimentar os animais, o que acaba por agravar a condição já precária do ambiente local. Como resultado, a areia migra para os campos e para o canal.

Três anos serão necessários para a estabilização e 40 mil mudas já foram plantadas. Enquanto isso, 70 mil sementes foram semeadas em 2 mil metros quadrados de terra, para ser transportadas para o deserto posteriormente.

A WFP também distribuiu comida para os agricultores que plantaram os arbustos, bem como aqueles que farão a irrigação durante o próximo ano. Os arbustos de mudas, selecionadas por sua resistência à seca, crescerão e espalharão suas sementes, de modo a gerar uma nova vegetação.

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Two UN agencies team up to keep Afghan villagers away from heroin production

UNITED NATIONS. New York, Apr 12 2010.

United Nations agencies have distributed 60 metric tons of food to 700 villagers in western Afghanistan in a programme designed to rehabilitate an irrigation canal that is the lifeline of Khosan district and stop locals from working in the heroin industry.

Though the district is considered poppy-free, drug trafficking remains a problem and those who cannot find work in Khosan, near the Iranian border, travel to Farah or Helmand, where they receive about 500 Afghanis a day for harvesting poppies, the raw material of opium and heroin. Some 90 per cent of the world’s heroin supply comes from Afghanistan.

At the request of the UN Office for Drugs and Crime (UNODC), the World UN Food Programme (WFP) has compensated the canal workers by distributing daily rations.

To ensure that the improvement lasts, UNODC has simultaneously planned an ambitious land-stabilization programme to counter the effect of the past years of drought and the ensuing deforestation as farmers cut the already meagre vegetation for cooking and animal fodder, aggravating the precarious condition of their environment. As a result, sand blew onto the fields and into the canal.

Three years will be needed for the stabilization and 40,000 saplings have already been planted. Meanwhile, 70,000 seeds have been sown on 2,000 square metres of land, to be transported to the desert once grown.

WFP also distributed food to those who planted the bushes and those who will be watering them during the coming year. The sapling bushes, selected for their resistance to drought, will grow and scatter their seeds to generate new vegetation.

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