Israel é a sexta maior potência nuclear, afirmam analistas britânicos

Foto: http://thumbs.dreamstime.com/IAR Notícias (*)
Num contexto de crescente pressão para que Israel declare seu arsenal nuclear, analistas de defesa da agência britânica Jane estimam que o Estado judeu tem entre 100 e 300 ogivas nucleares, colocando-os entre os estados mais avançados em termos de armamento nuclear, junto com o Reino Unido.
Segundo a agência, o poder estratégico de Israel concentra-se no míssil Jericó 2, que tem um alcance de até 4.500 km, ou Jericó 3, que atinge até 7800 km. Também se acredita ser capaz de implantar o armamento por via aérea, utilizando caças F-16, e até mesmo por mar, através da sua frota de submarinos, fornecendo uma oportunidade para um segundo ataque, se os seus sistemas de terra forem atacados.
“Alguns analistas acreditam que Israel tem provavelmente a maioria, se não todo o seu arsenal nuclear desmontado”, segundo a última conferência da agência de defesa britânica, acrescentando que “em questão de dias pode ter armas em pleno funcionamento”.
A londrina International Institute for Strategic Studies (IISS) estima que Israel tem “até 200 ogivas”, entre mísseis de curto alcance em terra (Jericó 1) e mísseis de médio alcance (Jericó 2). A Nuclear Threat Initiative, um grupo de defesa norte-americano co-criado por Ted Turner, fundador da CNN, estima que o total é de 100 a 200 ogivas.
Os países vizinhos, como Egito e Turquia, também exigiram que Israel seja colocado sob o controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O governo Netanyahu teme que a demanda reapareça e que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoie a iniciativa de alguma forma.
Em uma atitude de desafio e de impunidade, a primeira potência militar do Oriente Médio se recusa a participar da cúpula convocada pelos Estados Unidos em Washington. Assim, o estado sionista evita revelar seu poderoso arsenal nuclear não declarado ou sujeitá-lo a qualquer controle internacional.
Em vez do chefe do Governo, participará da cúpula israelense em Washington o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Serviços de Inteligência, Dan Meridor, e o diretor israelense da Agência para a Energia Atômica, Shaul Horev, além do conselheiro de Segurança Nacional de Netanyahu, Uzi Arad.
“Nos últimos dias tivemos informações de que alguns estão interessados em usar a cúpula para atacar Israel e por isso o primeiro-ministro decidiu não aderir”, disse uma fonte do governo israelense citado pela imprensa judaica.
A decisão foi tomada sexta-feira por Netanyahu, após parecer de sua equipe em uma reunião de última hora. Verificou-se que vários países árabes e muçulmanos são igualmente convidados a Washington. Eles pretendem exigir a inclusão de Israel no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
(*) Agencia Matriz del Sur via Portal Rebelion. Tradução: Gustavo Barreto.

7 comentários sobre “Israel é a sexta maior potência nuclear, afirmam analistas britânicos”

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  2. Primeiramente, é inaceitável considerar-se esse estado de Israel, sionista, como estado judaico.A Agência Internacional de E nergia Atômica é uma entidade fantoche,obediente,assim como outros organismos internacionais, aos interesses do condomínio infernal que domina o mundo, oprime as mentes conscientes, liderados pelo estado terrorista norte americano que tem como seu protegido o estado que foi concebido por sionistas europeus que se expande por via terrorista na Palestina,com tentáculos em todo o mundo.Esse estado pária, que recusa submeter-se ao controle da AIEA não é aceito pelos judeus consequentes e são repudiados pelos democratas do mundo pelos atos de opressão e terror que cometeram e cometem contra a população da Palestina.

  3. Mário, uma coisa é exigir que Israel assine o tratado, o que sou totalmente a favor. Mas dizer que Israel não é um estado judaico é falácia. Tirando uma corrente minoritária de judeus ultra-religiosos, a grande maioria dos judeus apoia Israel. Para quem não sabe, os principais articuladores do sionismo e da fundação do estado eram socialistas e estabeleceram colonias socialistas agricolas chamadas Kibutz, na terra que na época era um mandato britânico. Eles tinham aspirações legítimas de um estado judaico na região, assim como os árabes (tanto cristãos como muçulmanos) também tinham. O problema começou quando a Liga Árabe, que não queria um estado palestino e muito menos um judaico, recusou a partilha da terra em dois estados e invadiu Israel. O pior massacre da história dos palestinos foi realizado na jordânia, por cristãos maronitas. Muita gente fica achando que a briga é só dos Palestinos contra Israel. Mas os países árabes vizinhos castigaram e castigam até hoje os palestinos com seus campos de refugiados. Esse povo sofrido que são os palestinos não precisam de mais ódio contra Israel, nem contra seus vizinhos árabes. Precisam de alguém construivo que queira erguer seu estado nas terras reivindicadas pelo Fatah (Hamas é fundamentalista religioso). Ou seja, Gaza, Cisjordânia e um território para ligar os dois lugares com segurança.

  4. Prezado Daniel, agradeço-te pelas informações e incorporo-as. Acredito que tu estejas lastimando esse impasse coexistencial tanto quanto todos os que almejam a paz no território da Palestina.Lamento que “a maioria dos judeus” apoiem as práticas criminosas brutais de ocupação e domínio de áreas palestinas sob o comando de pessoas que se afastaram,em muito,das” aspirações legítimas” e princípíos dos “articuladores” do sionismo. Deploro tanto as decisões dos árabes que ocupavam a Palestina no tempo do mandato britânico quanto as decisões dos “líderes judeus” no presente.Ajudemos no que pudermos a causa da paz e do entendimento entre os povos. Saudações.

  5. Sim, eu lastimo o impasse, claro. Mas o que eu disse é que a maioria dos judeus apoia o estado de Israel, e não todas as suas práticas. Coisas como os check points dentro da Cisjordania são muito criticados. É preciso diferenciar os direitistas do Likud (Partido do Nethaniahu, atual 1º ministro) do pessoal que veio do Mapai e do Avodah. Esses, dos quais fez parte o Itzhaak Rabin, querem a paz. Assim o como o Fayaad do lado palestino. Elas não se afastaram das aspirações legítimas. Foram essas pessoas que pressionaram para israel desocupar Gaza, o que aconteceu de fato. O problema é que sempre que há um afastamento do processo de paz (no momento acredito que a maior causa disso seja o Hamas ter ganho as eleições em Gaza e ter surgido um racha na política palestina) os israelenses votam nos direitistas. Mas historiacamente o pessoal de esquerda que quer paz ganha as eleições e é mais bem visto. Concordo com você na parte: “ajudemos no que pudermos a causa da paz e do entendimento entre os povos”. Um abraço

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