Vida

A morte não é o horizonte. Não pode ser. Nunca foi, nunca será.

A vida, sim, é o horizonte. É a orientação, a direção, o sentido, o foco.

Isto não apenas na esfera pública –e, em algum sentido, toda esfera é pública–, mas em todo espaço e tempo.

Embora vivamos num sistema que naturaliza a morte e a guerra, nada de natural há nelas.

Morte natural é um acontecer. Um acontecimento sobre cuja ocorrência ninguém nos pergunta. Simplesmente acontece.

Morte matada, ao contrário, nada tem de natural, e deve ser combatida com todos os recursos disponíveis.

Educação, arte, cultura, justiça, polícia, entre outros.

Na altura da vida em que me encontro, e dadas as escolhas e o caminho que sigo, firmar alguns pontos de vista, sempre é preciso.

Governos não podem dispor da vida das pessoas como se se tratasse de objetos. Aliás, nem sequer os objetos podem ou devem ser tratados com descuido.

Tudo exige tato, trato, cuidado, atenção, proteção.

Dizer estas coisas faz todo o sentido. A vida é o bem maior.

Venho prestando atenção ao viver e aos modos de viver. Desde há muito tempo, percebo que há instituições, comportamentos, modas, modos, que nada têm a ver com o bem maior.

Temos responsabilidade sobre os rumos que tomamos. Muito embora possamos ter passado por situações que nos empurraram para um menosprezo à vida, podemos reverter esse processo.

Desfazer a raiz interior da violência é preciso. Não importa o quanto tenha mudado o mundo em que vivemos. Importa o rumo que decidimos tomar.

Aonde aponto com estas digressões?

À responsabilidade que temos acerca da vida que nos foi dada. Honrar a vida não é apregoar esta ou aquela doutrina ou crença.

É trabalhar pelo cuidado integral. De mim mesmo, dos que me são confiados ou confiadas, das pessoas em volta (comunidade).

Foto: Agência Brasília.

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