Vaivém do Viajante

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Sempre vulnerável, um dia Ele chega,
a Vida o traz e o leva de volta:
sem revolta nem reviravolta,
vai e vem, vai e volta…
Brinquedo na vila com seus coleguinhas:
Vavá, Viviane, Valdir, Valdejane…
Infante Viajante!
Vicejante!

Viagem pra cá, viagem pra lá.
Nesse vaivém, Jovem Viajante,
vende variedades em Vila Vintém:
vela, vassoura, vinho e vinagre,
vestido, valise, vaso e viseira.
Cegueira, vergonha não tem!
Veleidades… Vaidade!
Próprio da idade.

Viagem pra cá, viagem pra lá.
Nesse vai e volta, Homem Viajante
vê em Vila Nova tanta virgem linda:
Vivi, Viviana, Verônica, Vanessa,
Valéria, Vanise, Virgínia, Verusca…
É sem vergonha?
Vulnerável, viciado,
mas valoroso!

Vaivém da vida, Velho Viajante
perde seu valor, perde a visão.
E em Vila Velha só vê o vintém,
não vê coisa alguma, não vê mais ninguém!
Levando vantagem, perde até virtudes.
Perde até da vida também a noção.
Perde a vergonha!
Haveria volta?…

Viagem de volta, Sempre Viajante,
por fim, vem se abrir a sua visão:
um grande vazio, vida em convulsão.
Sente até vergonha, tremenda vergonha!
Virado do avesso, a vida é vulcão.
Volta e recomeço, vida em conversão.
Voltando a virtude, se volta a viver…
Vaivém da Vida: grande turbilhão!

 

PerYaçu

Bananeiras-PB, novembro / 2024

Vera Periassu – poeta, cordelista e educadora popular
veraperiassu@gmail.com

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