Esse ofício de tecer e costurar
Quase que digo coser
Argentino que sou, o espanhol vem de primeira
Neste diário
Fui crescer
Vim ser quem sou
Meses depois, esta manhã voltei
E vi a página renovada
Antigos nomes de volta
Tempos estes de coser tempos a tempo em tempo
Contratempos
Inevitável
Descosturas descomposturas tortura tentar
Deter a passagem das horas
Que digo?
Os instantes passam e com eles nós passamos
Para onde?
Para onde estávamos, mas de novas maneiras
Eternizar é isto, ou pode ser isto
Se soubermos que não sabemos se haverá amanhã ou mais tarde esta tarde
Morte próxima e volta
Voltar, volver
Sempre volver a seguir
Uma luz lá no alto ou ao lado ou adentro
Passos passam e seguem e volto e sigo e volta e meia me perco e te perco
E paciência me falta ciência para saber que ser é estar sendo.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

Execelente estado de consciencia e sensibilidade sobre o passar do tempo. Uma forma de gerar comunhão e sentido do camunhar !
Agradeço mais este seu comentário precioso e preciso. Não existo sem esta relação com quem nos lê. Esta revista é um espaço de acolhimento e diálogo. Reconstrução da confiança. Projeção de um agir comunitário. Construção de um tecido solidário que nos fortaleça na nossa caminhada. Nestes temos em que muitas pessoas se fecham em si mesmas, se isolando do mundo em volta, a sua atitude dialógica é especialmente apreciada.