Sobreviver a situações adversas exige um olhar para o passado.
Se eu me esquecer do que fiz para superar as dificuldades ou traumas que enfrentei para chegar até aqui, estarei abrindo uma possibilidade para que a história se repita.
Ao contrário, o fato de eu relembrar o que fiz para enfrentar e superar o que me fez sofrer, me põe em contato com a minha capacidade resiliente.
A educação libertadora supõe um encontro integral com toda a nossa caminhada.
Sabemos então que regimes ilegais, totalitários, abusivos, mentirosos, genocidas, têm uma vida curta.
Não estão apoiados na verdade nem na justiça. Muito menos no amor, que a lei universal que sustenta todo e mantêm a vida.
Inevitavelmente a verdade vem a tona.
Se houve ou não ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile, não é uma questão de opinião nem de ideologia ou partidismo.
São fatos. Aconteceram. Milhares de pessoas morreram sem terem cometido nenhum delito. Foram torturadas. Milhares morreram e seus corpos foram escondidos pelos genocidas.
Por que lembrar? Para não repetir.
Hoje o Brasil está em mãos da delinquência política institucionalizada. Como refazer o estado de vigência do direito e da justiça?
Praticando integralmente o que aprendemos ao longo da vida.
Agir de acordo com os valores supremos que orientam e dão sentido à nossa vida.
O valor supremo da vida é o amor. Isto é inquestionável.
Não podemos nos esconder, nos acovardar. Basta um juiz, uma juíza, e uma atividade judiciaria atida ao que determina a Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, para que seja removido o atual regime.
Todo mundo irá ganhar. Educar é o caminho.
Um dia é muito tempo. Não há tempo a perder!
Não nos divorciemos do nosso passado. Nas dores superadas está a chave para agirmos novamente em direção àquilo que nunca morre. É o amor.
Vamos lá!
A estrada mais longa começa no primeiro passo!
Nosso é o tesouro que nenhum ladrão pode roubar!
