RJ: Governo do Estado desrespeitou acordo com Ministério Público para favorecer TKCSA

O Governo do Estado do Rio de Janeiro não cumpriu acordo com o Ministério Público (MP) para que o segundo alto-forno da ThyssenKrupp CSA – Companhia Siderúrgica do Atlântico – só entrasse em operação após a conclusão de auditoria ambiental que está sendo realizada na empresa. A autorização de operação do equipamento foi concedida pelo governador Sérgio Cabral por decreto, apesar de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) terem acordado com o MP que aguardariam a conclusão da auditoria para permitir a entrada em operação do alto-forno 2.

A revelação foi feita pela secretária estadual de Ambiente, Marilene Ramos, nesta terça-feira (21), em audiência da Comissão Especial da Assembleia Legislativa (ALERJ) que investiga os danos ambientais e à saúde da população de Santa Cruz, causados pela CSA. A secretária tentou minimizar o fato, mas deixou claro que houve constrangimento entre técnicos do INEA, o que levou o departamento jurídico da secretaria a transferir a responsabilidade pelo ato ao governador.

Relatora da Comissão, a deputada Janira Rocha (PSOL) voltou a criticar o modelo de desenvolvimento econômico adotado no estado, que privilegia grandes investimentos empresariais, em detrimento das questões sociais. “Tudo o que nós pudermos fazer para que os problemas causados à população da Zona Oeste tenham fim nós vamos fazer. Vamos buscar formas de parar este crime que vem sendo praticado na região”.

A deputada comentou sobre várias denúncias de irregularidades que envolvem a siderúrgica, como no caso de sua implantação em Santa Cruz, quando foram supostamente usadas milícias para pressionar lideranças comunitárias. Janira garantiu que vai buscar as brechas na legislação para que os problemas causados pela CSA sejam punidos.

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