Renascer argentino

Passei anos sonhando com isto. Meu povo se libertando, se livrando da dominação, tomando nas suas próprias mãos o seu destino. Talvez esse tempo tenha finalmente chegado. Talvez tenha chegado ao fim o tempo da mentira, da opressão, da enganação, da prepotência, do atropelo à liberdade e à dignidade.

O povo argentino perdeu o medo à casta dominante, a mentira peronista, à enganação dos que mandam. Passaram-se muitos anos em que mudavam os fantoches, mudavam as caras. Era o general Fulano, o cardeal Cicrano, o empresário Beltrano. Mas não mudava a mentira, não mudava a enganação.

Vestidos de povo e de operários, os opressores fizeram a festa. Usando as palavras da libertação, roubavam os sonhos da libertação. Mas esse tempo terminou. Tem outro tempo a começar. Começou um novo tempo, um tempo de verdade, de justiça, de autonomia.

Não sei quanto tempo demorará para emergir essa nova Argentina que está a se prefigurar nos gestos e nas atitudes desse povo que perdeu a paciência frente à soberba e à prepotência governamental. Os processos coletivos são longos, trabalhosos.

Mas não creio que possa alguém dizer que não valha a pena esperar, esperar esperando com esperança. Uma esperança trabalhada. Uma confiança recuperada na capacidade de cada um, de cada uma, de todos juntos, em prol do bem coletivo. Um novo país está nascendo.

Uma nova Argentina começa a dar sinais de vida. Torço para que esse trabalho de construção coletiva dê certo. Tem que dar certo. Tem que ser recuperada a confiança na capacidade de virmos a fazer juntos, um país de todos.

Deixe uma resposta