Por Gustavo Barreto, de Belém
O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu estiveram nesta edição amazônica do Fórum Social Mundial. A proposta é reunir uma rede de trabalhadoras rurais extrativistas do Tocantins, Pará, Piauí e Maranhão, estados localizados no norte e nordeste do Brasil. A entidade possui mais de 15 anos e é composta por mulheres que vêm transformando seu dia-a-dia em um movimento por direitos.
As principais bandeiras são a luta pelos babaçuais, pela terra, pela valorização do extrativismo e pela dignidade de ser mulher. “As quebradeiras de coco babaçu ganham força política ao se descobrirem como sujeito coletivo a partir da própria atividade produtiva que desenvolvem, sempre realizada em rodas de conversa, em grupos de amizade e em parcerias por laços de família, padrio e vizinhança”, afirmam as lideranças em documento de divulgação.
No Brasil, mais de 18 milhões de hectares são cobertos por florestas secundárias de palmeiras de babaçu. Apesar disso, nas regiões onde o extrativismo se desenvolve como atividade econômico, é cada vez mais a intensa a ação devastadora dos grandes empreendimentos privados.
Além de ameaçarem a sobrevivência de 300 mil extrativistas de babaçu, estes empreendimentos vêm causando a destruição de matas, da biodiversidade e dos povos tradicionais da floresta amazônica. “Para o nosso movimento, preservar os babaçuais significa preservar a vida”, afirmam as quebradeiras.
