Por que votar em Dilma Rousseff

fotoPor Miguel Baldez
A situação eleitoral no Brasil me lembrou outros importantes momentos históricos, primeiro a França do 18 Brumário de Karl Marx, depois o Brasil do entorno de 1928, o Brasil do esquecido ou historicamente apagado Bloco Operário Camponês, muito bem arrancado do ostracismo por Edgar de Decca, o BOC que, organização do proletariado, assumira no enfrentamento contra a onda burguesa, chamada revolução de 30, o protagonismo do incipiente proletariado brasileiro. O que Edgar Decca mostra em seu excelente ensaio, como fez Marx no 18 Brumário, um de seus livros fundamentais, foi o fundamento dialético da luta de classes.
Neste nosso momento histórico, diante da instabilidade política das eleições, a esquerda precisa entender que Dilma Roussef é a única candidata, entre os viáveis, que representa, ou pode mesmo presentar, em razão de seu passado revolucionário, a classe trabalhadora. Dilma significa uma evolução sobre o governo de Lula. Lula foi o primeiro trabalhador eleito presidente da República, e nós outros queríamos dele mais do que o sistema permitia, queríamos uma sociedade socialista, queríamos o impossível e, por isso, rejeitamos Lula. Mas o que era possível aconteceu e, ao operário sucedeu uma candidata orgânica e intelectualmente comprometida com a classe trabalhadora, e que deu provas deste comprometimento enfrentando a ditadura militar e sobrevivendo, inclusive, à degradação da prisão e à humilhação violenta da tortura.
Já Marina, que merece todo o respeito, teve suas lutas limitadas aos importantes “empates” à ação predatória contra os seringueiros, liderados por Chico Mendes na Amazônia, legítimas, mas sem maiores repercussões no campo político.
Quanto a Aécio Neves, não passa de um sorridente e inexpressivo sobrinho de Tancredo Neves que, afinal, sempre esteve ao lado do poder burguês, e só se transformou em ícone da democracia quando, em eleição indireta, imposta pela ditadura militar, derrotou o desmoralizado Paulo Maluf.
Resta o voto nulo, este está na cabeça de companheiros e companheiras. Mas companheiros, “voto nulo”, na atual conjuntura política, além de ser indesejável individualismo auto consolatório, vai acabar no colo da direita.
Votar em Dilma é ato político necessário para garantia democrática e igualitária da sociedade, impedindo o retorno da submissão ao poder social, político e econômico da burguesia.
Fonte: Fazendo Media
http://fazendomedia.com/por-que-votar-em-dilma-rousseff/

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