O jogo da vida

Tornou-se uma espécie de jogo. Uma brincadeira. Em algum momento da vida temos que ser capazes de brincar com o que se apresenta como cansativo ou assustador.

O desfazimento do mundo tal como o conhecíamos. A aparição na cena pública e privada de comportamentos tão desconjuntados e inconsequentes que parecem saídos da cabeça de um demente.

É necessário saber que a vida demanda de nós, insistentemente, uma capacidade de enfrentamento do novo, o inesperado.

Disso depende a capacidade de sobrevivermos, bem como a de sermos felizes. O confinamento obrigatório têm nos forçado a revalorizar o espaço íntimo e familiar, a vida mais próxima.

O próprio existir de cada um, de cada uma, recobrou o seu valor inestimável. O descuido do desgoverno ilegal, ilegítimo e inconstitucional atualmente no poder, revela a sua cara genocida.

A comunidade, os movimentos, as associações, retomam o seu papel protagônico. A defesa da vida é tarefa para cada pessoa que tenha alguma noção do seu próprio valor.

A pandemia pôs a descoberto a indiferença de boa parte da população quanto ao necessário cuidado com as pessoas mais vulneráveis.

Ao mesmo tempo, têm aparecido com mais evidência e impacto, as atitudes solidárias e consequentes de aquelas pessoas para quem a vida é o valor supremo. Esse é o nosso lado.

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