Na contramão do direito internacional, Israel planeja construir mais 1.300 assentamentos judeus em Jerusalém Oriental

Início da construção em Har Homa, no final dos anos 1990, causou um grande conflito com os EUA. Foto: AP via BBC.
Início da construção em Har Homa, no final dos anos 1990, causou um grande conflito com os EUA. Foto: AP via BBC.

A poucas semanas do Dia Internacional de Solidariedade corn o Povo Palestino, comemorado dia 29 de novembro, o governo de Israel revelou nesta segunda-feira (08) seus planos para construir cerca de 1.300 unidades habitacionais para colonos judeus em Jerusalém Oriental, território ocupado palestino ilegalmente.

No final de setembro, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou “estar preocupado” com a decisão israelense de não estender a moratória na construção de assentamentos judeus no território. Ele demonstrou preocupação com as ações provocativas que estão acontecendo na região e reafirmou a posição das Nações Unidas de que a atividade de assentamento no território ocupado da Palestina, incluindo Jerusalém Oriental, é ilegal de acordo com o direito internacional.

Com a continuidade das ilegalidades por parte de Israel, as negociações de paz na região parecem estar paralisadas. O anúncio foi feito durante a visita oficial do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aos EUA.

Autoridades palestinas descreveram a ação como uma tentativa de Israel de sabotar as negociações.

“Pensávamos que Netanyahu estava indo aos Estados Unidos para parar as atividades de construção dos assentamentos e reiniciar as negociações, mas está claro para nós que ele está determinado a destruir as negociações”, afirmou o chefe das negociações pelo lado palestino, Saeb Erekat, citado pela agência de notícias AFP e pela BBC.

O ministério do interior israelense disse que a aprovação final tinha sido dada para cerca de 1.000 novas casas no assentamento de Har Homa (próximo a Belém), em Jerusalém Oriental, e cerca de 300 outras em uma área chamada Ramot. Um porta-voz do ministério disse à BBC que os planos estavam sendo publicados para receber comentários do público e que a construção real estaria muito distante. Jerusalém Oriental é considerada território palestino ocupado pela comunidade internacional, mas Israel diz que é parte do seu território.

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