Mensagem do Papa Francisco sobre Jesus

“Angelus,” dia 15-01-2016

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

No centro do Evangelho de hoje, está esta palavra de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo.” Uma palavra acompanhada pelo olhar e pelo gesto da mão, que apontam para Ele, Jesus. Imaginemos a cena: estamos à margem do rio Jordão. João está batizando. Há muita gente – homens e mulheres, de idade variada, que ali vieram, ao rio, para receberem o batismo das mãos daquele homem, que a muitos lembrava Elias, o grande profeta que, nove séculos antes, havia purificado os israelitas da idolatria, e os reconduzido à verdadeura fé no Deus da Aliança, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó.

João prega que o Reino do Céu está próximo, que o Messias está por manifestar-Se, e é preciso preparar-se, converter-se e comportar-se com justiça. E vai batizar-se no rio Jordão, para dar ao povo um meio concreto de penitência. Aquele povo vinha para arrepender-se de seus pecados, para fazer peniência, para recomeçar a vida. João sabe que o Messias, o Consagrado de Deus, já está próximo, e que o sinal para reconhecê-Lo será que sobre Ele pousará o Espírito Santo. De fato, Ele é que trará o verdadeiro Batismo: o Batismo no Espírito Santo. E eis que chega o momento!

Jesus Se apresenta na margem do rio, em meio ao povo, aos pecadores, como todos nós. É o Seu primeiro ato público, é a primeira coisa que faz, aos trinta anos, quando deixa a casa de Nazaré. Desce à Judéia, vai ao Jordão, e faz-Se batizar por João. Nós sabemos o que acontece – celebramos isto, domingo passado: sobre Jesus desce o Espírito Santo, em forma de pomba, e a voz do Pai O proclama Filho predileto. É o sinal que João esperava: é Ele! Jesus é o Messias! João fica desconcertado, porque Ele Se manifestou de modo impensável – em meio aos pecadores, é batizado como eles, ou antes, para eles. Mas, o Espírito Santo ilumina a João e o faz entender que assim se cumpre a justiça de Deus, assim se cumpre Seu desígnio de Salvação

Jesus é o Messias, o rei de Israel, mas não como os poderes deste mundo: venceu como Cordeiro de Deus que toma sobre Si e tira o pecado do mundo.É assim que João o indica ao povo e aos seus discípulos, pois João tinha um numeroso séquito de discípulos, que o haviam escolhido como guia espiritual. Inclusive, alguns deles se tornarão os primeiros discípulos de Jesus. Nós conhecemso bem seus nomes: Simão, depois chamado Pedro; André, seu irmão; Tiago e seu irmão João; Todos pescadores, todos, galileus, como Jesus.

Caros irmãos e irmãs, por que será que nos detivemos longamente nesta cena? Porque é decisiva! Não é uma anedota. É um fato histórico decisivo! Esta cena é decisiva para a nossa fé. É também decisiva para a missão da Igreja. Em todos os tempos, a Igreja é chamada a fazer o que fez João Batista: indicar Jesus para o povo, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus – Aquele que tira o pecado do mundo!” É Ele o único Salvador! É Ele o Senhor! Humilde, colocado em meio aos pecadores. Mas, é Ele! Não é um outro poderoso que vem. É Ele! E estas são as palvras que nós, sacerdotes, repetimos todos os dias, durante a Missa, quando apresentamos ao povo o pão e o vinho, tornados o Corpo e o Sangrue de Cristo. Este gesto litúrgico representa toda a missão da Igreja, a qual não anuncia a si mesma. Ai de nós!, ai de nós!, quando a Igreja anuncia a si mesma. Perde a bússola! Não sabe aonde vai…A Igreja anuncia a Cristo! Não leva a si mesma, leva a Cristo, porque Ele, somente Ele salva Seu povo do pecado, liberta-o e o guia em diração à terra da verdadeira Liberdade.

Que a Virgem Maria, Mãe do Cordeiro de Deus, nos ajude a crer nEle e a segui-Lo!
https://www.youtube.com/watch?v=c9l1rrbYFc4
(Do minuto 11:01 ao minuto 18:20 )
Trad.: AJFC

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