Janelas da alma

Escreveria, como tantas vezes, escreveria. Deixaria que as vozes, os sentimentos, as memórias, a vida, em uma palavra, a vida vivida, viessem lhe dizer coisas. Para que a vida não passe em branco.

Ao escrevermos, tomamos conhecimento do que sentimos, das nossas experiências, a nossa percepção, a realidade. É um exercício muito fácil. É como desenhar.

Basta levar uma caderneta, umas folhas, um caderninho, até um celular, e pronto. Em qualquer lugar onde você estiver, pode fazer um desenho, um rascunho, uma anotação.

Trazer o mundo mais para si, e partilhar. Guardar uma imagem bonita, que lhe chamou a atenção. Uma paisagem, árvores ou flores, a vista do mar, a rua em frente à sua casa. Trata-se de criar, trazer o mundo para nós, fazê-lo nosso. A arte permite isto.

Ler é também uma atividade criativa, você se adentra no mundo do livro que está nas suas mãos. Amplia os seus horizontes, conhece outros lugares e situações.

No espetáculo de ontem do Brasil Esperança, foi possível perceber os alcances maravilhosos do afazer artístico. Sentimentos costuram, constroem unidade, saram das feridas da vida.

Canções, músicas, poesia, dança. Janelas da alma. A pessoa que não cria, não se torna propriamente humana. Viramos gente a partir do momento em que traçamos um caminho em direção ao nosso próprio ser.

Tornamo-nos a pessoa que somos, mediante a atividade construtiva de cada dia, costurada e encadernada pela consciência, o sentimento e a reflexão. Desta forma a vida torna-se nossa. E não há ameaças nem medo que possam nos destruir. Porque a arte nos adentra e nos unifica com o eterno. É o mais fácil dos caminhos que conduzem a Deus.

Da trabalho, mas o resultado é certo. Você poderá tentar várias vezes, mas afinal vai conseguir. E a recompensa é uma sensação de paz, sossego e contentamento, que são difíceis de explicar. Aliás, sentimentos não se explicam, se desfrutam.

Vamos atrás do que nos dá prazer, nos faz sentir bem, nos alegra, nos plenifica!

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