Humanamente

Visibilizar ações orientadas à manutenção da humanidade. Preservar o que é especificamente humano. Entendemos aqui o humano como aquela realidade que somos, integrada por diversas dimensões que devem ser desenvolvidas, noticiadas, conscientizadas de uma maneira tal que o resultado seja uma pessoa feliz e uma comunidade includente.

O humano então se opõe aqui ao que é meramente mecânico, automático, beirando a inconsciência. Não é que desconheçamos que esse tipo de ações ou comportamentos também sejam humanos, é que concebemos a plena vida humana como um exercício, uma prática que incluindo o inconsciente, o integra de maneira harmoniosa no dia a dia e no convívio relacional.

Daí a nossa ênfase na educação, a arte, o estudo e a pesquisa, a ação comunitária, a fé. O reconhecimento de que a existência humana está composta por uma integração de níveis ou dimensões, evita os reducionismos. Nos dias de hoje parece haver uma tendência exacerbada, extremamente difundida e não suficientemente combatida, que reduz a pessoa humana a algo sem valor.

A pessoa serve enquanto está sadia e pode trabalhar e consumir. Ou seja, o humano não é reconhecido como um valor em si, mas como um meio. A pessoa torna-se um meio. Aqui temos a visão oposta. A pessoa é um fim em si mesmo, e isto pressupõe o reconhecimento do seu pertencimento comunitário, a sua inserção na cultura, uma história de vida, valores superiores a lhe orientar a conduta.

Uma projeção a um nível de integração na realidade que desde os âmbitos da arte e da fé é definido como a tarefa por excelência da vida. Vir a ser quem somos. Apagar a fronteira que nos separa das outras pessoas, redescobrir a nossa capacidade de criar e por meio da criação e da relação colaborativa, alcançarmos a união com o todo.

Daí esta revista visibilizar constantemente ações das Nações Unidas tanto quanto da Igreja Católica Romana que objetivam a valorização concreta da vida humana em qualquer circunstância. O tempo passa. Num segundo vamos embora. Que fiquem as marcas da nossa passagem nos corações de outras pessoas empenhadas nesta mesma causa: a causa da humanidade.

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