Formação missionária ante os atuais desafios: o lugar da memória histórica

Diante da multiplicidade e da complexidade de desafios sócio-eclesiais – a crueldade de uma guerra, a letalidade de uma pandemia, a crise de emergência climática, o colapso da economia, os desmandos da necropolítica, as profundas contradições do cristianismo atual, inclusive da Igreja Católica, o desvario do fundamentalismo religioso, a profunda crise ética de nossos tempos, entre outros -, enquanto discípulos e discípulas, enquanto missionários e missionárias fiéis aos valores do Reino de Deus e Sua Justiça, somos instados a reavaliar criticamente e a aprimorar o trabalho de formação, como um instrumento (ao lado do processo organizativo e de mobilização) de enfrentamento exitoso de tais desafios.

No exercício contínuo do processo formativo, somos chamados a ter presentes diversos elementos (análise de conjuntura, planejamento, trabalho temático a altura dos nossos desafios, protagonismo de docentes e discentes, metodologia compatível com o horizonte da formação,  avaliação contínua, entre outros). Nas linhas que seguem, limitamo-nos a examinar o lugar específico da memória histórica, no processo de formação missionária, precedida de uma breve rememoração do sentido de Missão.

 

Chamados e enviados

 

A despeito de honrosas exceções entre pessoas e grupos envolvidos, no âmbito da Igreja Católica, vem sendo frequente a observação de um crescente hiato entre Discipulado e Missão. Com efeito, não obstante sólida fundamentação bíblica – veterotestamentária e neotestamentária -, constata-se uma tendência a uma dissociação entre Discipulado e Missão. Por vezes, até parece um bizarro “esquecimento” de nossas raízes cristãs: “sai de tua terra e vai aonde te mostrarei” (Gn 12,1); “Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares” (Jr 1:10”); “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca.” (Jo 15, 16). Parece um esquecimento de nossas raízes nômades, de discípulos e discípulas desinstalados e desinstaladores, missionários itinerantes ou, como costuma dizer o Papa Francisco, “uma Igreja em saída”. Vã tentativa de centrar no templo nosso Discipulado, desconectado da Missão, em especial de missionárias e missionários enviados aos empobrecidos, aos oprimidos, aos marginalizados.

Eis um desafio de monta que somos chamados a enfrentar, buscando inspirarmos constantemente em tantos membros eclesiais, por exemplo, dos anos 70 e 80, comprometidos com a causa libertadora dos oprimidos.

Nesta perspectiva, é que nos sentimos provocados pelo Espírito do Ressuscitado, a nos converter continuamente em membros de uma “Igreja em saída” para tanto, somo instados a trabalhar, de modo crítico e autocrítico, nosso processo formativo, sempre conectado ao nosso processo organizativo e celebrativo.

 

O lugar da memória histórica em nosso processo formativo na e para a Missão

Insistimos em que, como acima dito, na perspectiva do Seguimento de Jesus, nosso compromisso missionário pressuponho um contínuo processo organizativo, formativo e celebrativo. No que toca, especificamente, a dimensão formativa, convém destacar, pelo menos três componentes intimamente conectados: o da memória histórica (passado), o da ortopraxia (presente), e o da esperança (em perspectiva).

Especialmente no que diz respeito a memória histórica, importa por em relevo o sentido com que trabalhamos esta dimensão. Não se trata de uma revisitação saudosista ao passado, por mais interessante que isto também possa ser. Trata-se, sim, de um exercício de constante busca às nossas raízes, como um exercício empenhativo e reparador das experiências históricas características do povo dos pobres: movimentos populares, “minorias abraâmicas” (Dom Helder Câmara), grupos e pessoas em situação de exploração, opressão, marginalização.

 

A relevância pedagógica das biografias

 

A memória histórica, seja em sua versão coletiva, seja em sua dimensão individual, proporciona uma série de elementos, de critérios, por meio dos quais temos a oportunidade de, a medida que vamos rememorando, fatos, situações e acontecimentos do passado, vamos, ao mesmo tempo, tomando consciência de passos decisivos para o êxito dos enfrentamentos, bem como os passos equivocados que implicaram reveses, tanto no âmbito macro-social, como no campo eclesial.

 

O exercício da memória histórica pode ter uma semelhança com o exercício da mística, seja da mística revolucionária (numa linguagem laica), seja no que concerne ao processo de conversão (numa linguagem mais própria dos seguidores e seguidoras do movimento de Jesus). Revisitar acontecimentos, fatos e situações do passado, por exemplo, em sua dimensão coletiva, supõe, fazer uma análise crítica do que foi vivenciado, seja enquanto conquistas, ganhos, seja enquanto reveses. Trata-se de um exercício de crítica e autocrítica, no sentido de que nos permite analisar os processos realizados, seja quanto aos objetivos, seja quanto aos protagonistas, seja quanto à metodologia utilizada, seja quanto à avaliação, etc.

 

A memória histórica, do ponto de vista macro-social, nos permite examinar, de modo criterioso, as causas, as circunstâncias, as atitudes coletivas e individuais, os ganhos, os reveses. Permite, também, que passemos em revista, grandes acontecimentos históricos, transformações sociais de grandes alcances, processos revolucionários, modo de atuação, comportamento dos protagonistas, objetivos alcançados ou fracassados, enfim, diferentes aspectos desse mesmo processo.

 

No âmbito estritamente eclesial, o exercício da memória histórica nos permite reexaminar criticamente os vários períodos da história (da Igreja – Católica, Ortodoxa, Reformada), de que modo os seus protagonistas atuaram em sua busca de segmento do movimento de Jesus, ou, ao contrário, seu distanciamento, das origens do próprio cristianismo, convertendo em projeto de poder, do qual o clero foi o único beneficiado.

 

A memória histórica, pode ainda, ser exercitada do ponto de vista pessoal. Neste sentido, convém destacar a relevância de se estudar a história de vida de grandes figuras da história, bem como do âmbito eclesial. O estudo de biografias de figuras de referência constitui uma ferramenta relevante, num processo de formação missionária. Com efeito, os formandos e formandas, os formadores e formadoras sempre encontram elementos de exemplaridade em figuras, seja no plano macro-social, seja no plano eclesial. Trata-se de proporcionar aos educandos e educandas a ocasião de travar conhecimento da trajetória de vida de figuras consideradas emblemáticas. Neste sentido, no processo formativo missionário, convém reservar um tempo precioso para o exame na trajetória de vida de muitas pessoas que atuaram, seja no âmbito macro-social, seja no âmbito eclesial, como exemplos vivos dos quais podem ser extraídos muitos elementos intuitivos, válidos para o enfrentamento para os desafios atuais.

 

A formação missionária, no âmbito da Memória Histórica 

 

No Movimento de Jesus, o horizonte perseguido é sempre o Reino de Deus e sua justiça, sempre tendo a humanidade como seu grande horizonte. a Tradição de Jesus transcende fronteiras eclesiais, espaços Cristãos e de outras religiões. Conforme o lema Episcopal de Dom Pedro Casaldáliga, trata-se de “Humanizar a Humanidade”.

 

Neste sentido, é que o Horizonte Missionário, bebendo na fonte da Trajetória de Jesus de Nazaré, destina-se a todo o gênero humano. É assim que a formação missionária se alimenta da Memória Subversiva, empenhativa e de compromisso com a causa libertadora dos oprimidos. Bebe na fonte do gesto que Jesus testemunhou, por ocasião da Última Ceia, ao levantar-se em direção ao seus discípulos, para lavar-lhes os pés, ao mesmo tempo em que ordenou aos seus discípulos e discípulas que fizessem o mesmo entre si.

 

A missão é sempre alimentada pela memória subversiva de Jesus que enfrentou abertamente os poderosos do seu tempo, as forças políticas e religiosas: Doutores da Lei, Escribas, Fariseus, além dos representantes políticos do Império Romano, pelos quais Jesus seria condenado, torturado e assassinado.

 

Ao longo de séculos, ainda que constituindo pequenas minorias – “minorias Abraâmicas” -, sempre houve testemunhas proféticas a enfrentarem os “donos do poder”, em todos os períodos históricos, também hoje.

 

Eis porque, seja no plano coletivo, seja no plano pessoal, a formação missionária não deve prescindir do exercício da Memória Histórica. Resulta fundamental, por consequência,  a rememoração contínua de lutas sociais, protagonizadas por diferentes movimentos sociais, das quais importa acentuar conquistas, avanços reveses, protagonistas, estratégias e lições a serem recolhidas. A título de exemplo, vale destacar experiências de lutas, desde a Antiguidade (ver, por exemplo, a luta dos escravos liderados por Spartacus) contra o Império Romano; vale ainda destacar diversos movimentos palperísticos na Idade Média; a modernidade e a contemporaneidade, igualmente, despontam como cenários de lutas relevantes (Revolução Francesa, a Comuna de Paris, a Revolução Russa, Revolução Chinesa, Revolução Cubana e várias outras). Aos formandos e formandas no campo da Missão importa examinar estes acontecimentos como forma de identificar neles a presença do Espírito do Ressuscitado, atentando sempre para as lições a serem recolhidas.

 

Assim como no plano coletivo, cumpre também acentuar a importância do exercício da Memória, no que diz respeito às experiências de pessoas cuja trajetória e cujo testemunho de vida são reconhecidos como referência e inspiração para as gerações de hoje e de amanhã. Aqui lidamos mais diretamente com histórias de vida ou biografias.

 

Para tanto, vale a pena destacar, a título de exemplo, a biografia de algumas figuras emblemáticas.

 

A memória histórica no processo de formação missionária pode, por conseguinte, ser exercitada por meio de biografias e de relatos de experiência coletiva. Deste ponto de vista, convém, a título de ilustração de alguns casos, incentivar a leitura ou o acompanhamento de textos de reconhecida relevância, quanto à perspectiva de luta, de organização, de testemunhos de movimentos populares, de organizações de base de nossas sociedades, cujo teor pode contribuir enormemente no processo formativo de missionários e missionárias, também em nossos dias. Neste sentido, poderíamos iniciar esta série de indicações bibliográficas e de filmes que apontam para as fontes mais consistentes de inspiração missionária.

 

Em relação, por exemplo, à própria figura de Jesus de Nazaré, indicamos, entre outros, os seguintes textos:

 

  • PAGOLA, José Antônio. Jesus, aproximação histórica. Petrópolis: Editora Vozes, 2010.

  • COMBLIN, José. Jesus de Nazaré. Petrópolis: Editora Vozes, 1975.

  • BENEDITO, Ferraro. O processo de Jesus. Petrópolis: Editora Vozes.

  • ECHEGARAY, Juan. A prática de Jesus. Petrópolis: Editora Vozes, 1984.

  • CASTILLO, José Maria. Jesus: a humanização de Deus. Petrópolis: Ed. Vozes, 2015.

  • HOORNAERT, Eduardo. Origens do cristianismo. São Paulo: Paulus.

  • HOORNAERT, Eduardo. Memória do povo cristão. Petrópolis: Ed. Vozes, 1986.

 

No plano da evolução do cristianismo, principalmente a partir do século IV, convém destacar algumas contribuições relevantes. De autoria de José Comblin:

 

  •  COMBLIN, José. Vocação para a liberdade. São Paulo: Ed. Paulus, 1998;

  • COMBLIN, José. O caminho. São Paulo: Ed. Paulus, 2007;

  • COMBLIN, José. A profecia na Igreja. São Paulo: Ed. Paulus, 2008;

  • COMBLIN, José. O Espírito Santo e a Tradução de Jesus. Ed. Nhanduti, São Bernardo do Campo, 2012.

 

No tocante a relatos históricos voltados para uma interpretação de movimentos populares de libertação, ao longo da história, convém ressaltar algumas contribuições:

  • Arthur Tavares Brito (Peregrino) – tese de doutorado “À SOMBRA DO JUAZEIRO: as transformações da experiências religiosa popular no Juazeiro do Padre Cícero (1986-2016)” (UNICAP 2020) http://tede2.unicap.br:8080/bitstream/tede/1316/5/Ok_jose_artur_tavares_brito.pdf

  • O filme “Spartacus”, interpretando a saga das lutas de libertação contra o Império Romano;

  • Bloch, Ernst. “Thomas Müntzer, o teólogo da revolução”, narrando a atuação revolucionária de Thomas Müntzer, uma liderança relevante dos camponeses em resistências aos príncipes da nobreza alemã; (Ed. Tempo brasileiro, 1973)

  • Livros e documentários sobre a Comuna de Paris;

  • Textos e documentários em torno da figura libertária de Louise Michel, uma das mulheres protagonistas da Comuna de Paris;

  • GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina; Ed. L&PM, 2010, edição original 1971.

  • FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. Ed. Biblioteca Azul, 2008.

  • GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. Ed. Expressão Popular, 2016.

  • FREITAS, Décio. Palmares: a Guerra dos Escravos. Ed. Mercado Aberto, 1984.

  • ____________. O escravismo brasileiro. Ed. Mercado aberto, 1991.

  • LUGON, Clovis. A República Comunista Cristã dos Guaranis. Ed. Paz e Terra, 1976.

  • MOURA, Clovis. Sociologia do negro brasileiro. Ed. Perspectiva, 2019.

  • CHIAVENATO, Júlio. Lutas do povo brasileiro. Ed. Moderna, 2008

  • _______________. O golpe de 1964 e a ditadura militar. Ed. Moderna, 2014.

  • RIBEIRO, Darcy.O povo brasileiro. Ed. Companhia das letras, 1995.

  • SILVA JÚNIOR, Edson Teixeira. Carlos, a face oculta de Marighella. Ed. Expressão Popular, 2009.

  • CALLADO, Antônio. Tempo de Arraes. Ed. Paz terra, 1964.

  • ______________. Os Industriais da Seca e os Galileus de Pernambuco. Ed. Civilização Brasileira, 1960.

  • SOUZA, João francisco de. Uma Pedagogia da Revolução. Ed. Cortez, 1978.

  • FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança.

  • SANTIAGO, M. Eliete & BATISTA NETO, José.

  • Memórias do povo. João Pedro Teixeira e as Ligas Camponesas na Paraíba. Deixemos o Povo Falar. Editora Ideia, 2006. PDF: http://www.ligascamponesas.org.br/wp-content/uploads/MEMORIAS%20DO%20POVO%20-%20Joao%20Pedro%20Teixeira%20e%20as%20Ligas%20Camponesas%20na%20PB.pdf

  • GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas. São Paulo: Ática, 1987.

  • _________, Jacob. O Escravismo Colonial. São Paulo: Expressão Popular, 2016.

  • GABEIRA, Fernando. O que é isto, companheiro?. São Paulo: Companhia das Letras, 1979.

  • MIELE, Neide; GODOY, Rosa Maria; BANDEIRA, Lourdes. Eu marcharei na tua luta: a vida de Elizabeth Teixeira. João Pessoa, Editora Universitária, 1997.

  • Documentário sobre “Terras para Rose”. ver em: https://www.youtube.com/watch?v=1ZlqjK4K1-0 ;

  • Filmes diversos sobre a ditadura militar, no Brasil (“Capitão Lamarca”, “O dia que durou 21 anos”, “Marighella”, “Batismo de Sangue”, entre outros)

  • MUGGLER, Mônica. José Comblin, uma vida guiada pelo Espírito. São Bernardo do Campo: Nhanduti, 2012;

  • HOORNAERT, Eduardo. Helder Câmara, uma vida que se fez Dom. São Paulo: Ed. Paulus, 2022;

  • Vale a pena consultar o blog de Eduardo Hoornaert: http://eduardohoornaert.blogspot.com/

  • _____________, “Os anjos de Canudos” (ed. Vozes)

  • LARRAÑAGA, Inácio Larrañaga.O irmão de Assis. São Paulo: Ed. Paulinas, 1998;

  • MURPHY, Roseane. Mártir da Amazônia a Vida da Irmã Dorothy Stang. São Paulo: Paulus, 2008.

  • OLIVEIRA, Frei Roberto Eufrásio de. Experiências missionárias no Nordeste. João Pessoa, Ed. Ideia, 2003;

  • _____________, Caminhando com Jesus nos Sertões Nordestinos.;

  • SILVA, Romero Venâncio da. A crítica da religião em MARX: 1840-1846. Tese de doutorado 2010 https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/5681?mode=full&locale=pt_BR ;

  • GUEDES NETO, Adauto. Por um novo jeito de ser Igreja : a trajetória do padre José Comblin na América Latina em tempos de ditaduras (1964-1985);

  • SANTOS, Elenilson Santos. AS SANDÁLIAS DO PROFETA: Narrativas acerca do padre José Comblin e sua contribuição para a Igreja dos Pobres na Paraíba, uma perspectiva das Ciências Empíricas das Religiões. 2021;

  • COMBLIN, José. O Espírito no mundo. Petrópolis: Vozes, 1978;

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  • SALES, Ivandro da Costa. Os desafios da Gestão Democrática da sociedade (Em diálogo com Gramsci). Pernambuco, UFPE, 2003.

  • MONTENEGRO, Antônio. Travessias, padres europeus no Nordeste do Brasil (1950-1990), Recife: CEPE, 2019;

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  • FRAGOSO, Antônio Batista. Evangelho e Revolução Social. Lisboa, 1974.

  • JOSAPHAT, Frei Carlos. Evangelho e Revolução Social. São Paulo: Duas Cidades, 1962.

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  • Zé Brasil descobre a sociedade.

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  • Movimento das Comunidades Populares. Livro sobre a vida do padre João Geisen, militante do MCP.

  • AGENDA LATINOAMERICANA/2022: organização popular e transformação social.

  • Huberman, Leo. História da riqueza do homem. Zahar: 1981.

  • Ofício Divino das Comunidades (livro elaborado pela competente equipe formada por Ir. Agostinha Vieira de Melo, Pe. Reginaldo Veloso, Ir. Marcelo de Barros, Ir. João Batista Magalhães, entre outras pessoas)

  • VELOSO, Reginaldo. Ofício da Mãe do Senhor. São Paulo: PAULUS Editora, 2001.

  • Cartilha das Comunidades (livro de cantos elaborado pelas comunidades do Agreste Pernambucano, Santuário das comunidades, Caruaru-PE)

  • VAN DER POEL, Maria Salete.Vidas aprisionadas: relatos de uma prática educativa. Rio Grande do Sul: Oikos, 2020.

  • POEL, Maria Salete van der. Alfabetização de adultos: sistema Paulo Freire; estudo de caso num presídio. Petrópolis: Vozes, 1981.

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